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Z.ro Bank fecha contas digitais e dá prazo final para saque de criptomoedas 

A instituição afirma que a decisão reflete uma “evolução natural” da companhia em direção ao mercado B2B

Imagem da matéria: Z.ro Bank fecha contas digitais e dá prazo final para saque de criptomoedas 
Foto: Divulgação/Z.ro Bank

O banco digital Z.ro Bank anunciou o encerramento de sua oferta de contas para pessoas físicas, orientando os clientes a sacarem eventuais criptomoedas mantidas na plataforma.

Na prática, a instituição deixa de atender o consumidor final de forma direta para focar sua operação exclusivamente em soluções cripto para outras empresas (B2B), como parte de seu plano de expansão internacional.

O prazo final estabelecido pelo Z.ro Bank para o saque de criptomoedas é 31 de maio de 2026, conforme comunicado enviado por e-mail aos usuários.

Questionada pelo Portal do Bitcoin, a empresa disse que após esse prazo, haverá um segundo procedimento para resgate dos saldos via solicitação manual, não mais pelo aplicativo, que será encerrado.

O grupo garantiu que está conduzindo “com toda cautela” o encerramento das contas de clientes pessoa física, dando um prazo de aproximadamente 60 dias para que os clientes possam realizar a retirada e reorganização de seus saldos.

Durante este período, todas as funcionalidades seguem operando normalmente. Caso necessitem de suporte durante a transição, os clientes podem acionar a equipe pelo chat no app, pelo telefone (11) 5043-6444 ou através do e-mail [email protected].

Z.ro chama mudança de “evolução natural”

O CEO do Z.ro Bank, Edisio Pereira Neto, nega que o fim das contas digitais para pessoas físicas tenha relação com o endurecimento das regras do Banco Central para empresas do setor cripto no Brasil.

“Deixar de atender pessoa física é apenas uma questão de direcionar o foco total para nossa principal vertical de serviços de pagamentos e infraestrutura bancária para empresas, o que nos fez crescer exponencialmente no Brasil e expandir para os outros países da América Latina”, afirmou.

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“Como instituição de pagamento regulada pelo Banco Central, a decisão reflete a evolução natural da companhia, que vem direcionando sua estratégia para soluções financeiras voltadas a empresas, com foco em pagamentos, câmbio e integração com ativos digitais, além da expansão internacional das suas operações”, acrescentou.

O comunicado afirma que a mudança “não é uma interrupção, mas uma evolução do negócio”, alinhada à demanda de clientes corporativos por soluções mais robustas e escaláveis, inclusive em países como Suíça, Argentina, Chile, Peru e México.

Fundado em 2020 pelo executivo Edisio Pereira Neto, o banco oferecia o serviço de conta digital multimoeda para pessoas físicas, incluindo cartão de débito Visa e conversão instantânea de ativos digitais.

Recentemente, a empresa redirecionou seu foco para operações B2B de pagamentos internacionais com criptoativos. Em dezembro passado, lançou o Z.ro Digital Assets, anunciado como uma base operacional na Suíça para custódia e movimentação de criptomoedas entre a América Latina e regiões como Europa, Estados Unidos e Ásia.

Durante o anúncio, o Z.ro Bank projetou a meta de processar US$ 20 bilhões em transações com o exterior até 2030.