Investigador é acusado de receber mais de R$ 100 milhões de suborno em Bitcoin para não confiscar ativos de grupo hacker

Valor seria o mais alto suborno já recebido por uma autoridade corrupta na Rússia, segundo a imprensa local
Foto do ex-investigador Russo Marat Tambiev com a bandeira da Rússia ao fundo

O investigador russo Marat Tambiev (Reprodução Kommersant)

Segundo a imprensa russa, o chefe de um departamento de investigações do distrito de Tverskoy na capital russa Moscou, chamado Marat Tambiev, recebeu suborno em Bitcoin (BTC) de um grupo hacker que qual estava investigando. O investigador foi encontrado com 1.032,10 BTC, equivalendo a cerca de R$ 130 milhões na cotação atual conforme o Índice de Preço do Bitcoin (IPB).

A reportagem do jornal Kommersant, publicada no domingo (5), também aponta para este ter sido o maior valor já descoberto em um caso de corrupção na moeda local. Isso porque a quantia equivale a mais de 1,6 bilhão em Rublos russo. O maior valor antes desse caso havia sido de 1,4 bilhão de rublos, envolvendo um ex-policial.

Publicidade

O suposto suborno de Marat Tambiev foi descoberto durante uma busca em seu apartamento em Moscou. Entre outras coisas, segundo o Kommersant, eles encontraram um laptop Apple MacBook Pro em sua posse.

Nele, a atenção dos investigadores foi atraída por uma pasta chamada “Aposentadoria”, que continha a fotografia de uma folha de papel com registros de suas chaves privadas, que permitiam acessar as quantias de 932,10 e 100 BTC.

Os bitcoins, frutos do suposto crime, foram confiscados pelas autoridades locais, que dizem que ele recebeu o pagamento para não confiscar outras moedas roubadas pelo grupo hacker em questão.

A defesa de Tambiev alega que seu cliente é inocente. O caso está nas mãos dos investigadores que seguem coletando evidências que podem incriminar o ex-investigador, agora demitido de seu cargo por não haver declarado a origem do dinheiro encontrado em sua posse.

Publicidade

“Quanto aos hackers que supostamente pagaram o suborno, seu processo criminal por crime de corrupção foi interrompido”, reporta o Kommersant.