Imagem da matéria: Hacker devolve US$ 342 milhões em criptomoedas roubadas da Poly Network
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O invasor que roubou US$ 611 milhões da Poly Network nesta semana, naquele que foi o maior ataque hacker do setor DeFi, devolveu US$ 342 milhões até a manhã desta quinta (12). A informação foi revelada pelo projeto em um comunicado publicado nesta manhã no Twitter.

De acordo com a Poly Network, nas últimas 24 horas o criminoso virtual transferiu US$ 252 milhões da Binance Smart Chain e mais US$ 85 milhões da Polygon. Até a manhã de quarta (11), o invasor já tinha devolvido US$ 4,6 milhões. Faltam ainda US$ 268 milhões da rede Ethereum.

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Tanto a comunidade como os responsáveis pelo propojeto acreditam que ele possa devolver nos próximos dias a quantia restante que permanece em sua posse.

De qualquer forma, parte das criptomoedas ele não conseguirá usufruir. A Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, bloqueou US$ 33 milhões em USDT do endereço do hacker, impedindo que o montante seja movimentado na blockchain. Ele também está na “lista negra” das corretoras e terá grande dificuldade de sacar os ativos roubados.

Hacker quis “ensinar lição”

Desde o início da exploração na terça-feira (10), o invasor tem embutido diversas mensagens em transações para manter o diálogo com a comunidade. Na noite de quarta, ele fez uma espécie de entrevista com ele mesmo, confessando que hackear é divertido, mas que queria ensinar uma lição ao Poly Network.

“Quando encontrei o bug, tive um sentimento misto. Pedir a equipe do projeto com educação para que consertasse? Qualquer um poderia ser um traidor por um bilhão! Eu não posso confiar em ninguém! A única solução que encontrei foi salvar [os fundos] em uma conta confiável enquanto me mantenho anônimo e em segurança”.

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hacker poly network
Mensagem do hacker vinculada a uma transação.

Ele continuou dizendo que o plano sempre foi devolver os fundos roubados e que o objetivo principal da ofensiva era expor a vulnerabilidade do protocolo Poly Network, cujo sistema ele chamou de“decente” e “sofisticado”.

“Não estou muito interessado em dinheiro! Sei que dói quando as pessoas são atacadas, mas elas não deveriam aprender algo com esses ataques?”, concluiu.

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