Como o Nubank usa dados e tecnologia para mapear vida financeira dos brasileiros

Gastos com cartão e aumento de empreendedores jovens são bases para estudo
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O Data Nubank, plataforma de análises que trata finanças de uma forma descomplicada, surgiu com a missão de disseminar a informação e enriquecer debates, aproveitando os dados disponíveis e a tecnologia das plataformas de análises disponíveis no banco. A explicação foi dada pela economista do banco digital, Rafaela Nogueira, durante o Fintouch, evento realizado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), na semana passada.

O primeiro estudo divulgado pela instituição, em 2020, foi para saber como o brasileiro estava usando o auxílio emergencial. O levantamento mostrou que no dia que o dinheiro caía na conta, um quarto era transferido ou usado no mesmo dia.

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Também foi possível identificar um aumento das despesas com o cartão de débito. No caso do cartão de crédito, o perfil do consumo não se alterou. “O brasileiro tinha a renda comprometida, mas ele manteve os compromissos financeiros evitando novas dívidas, porque ele sabia que o auxílio era temporário e não geravam mais dividas”, explicou Rafaela.

Outro estudo foi sobre a digitalização financeira na pandemia. Uma das conclusões foi que as pessoas estavam gastando em menos lugares, mas o tíquete médio era maior. “Todo mundo lembra da fase do supermercado, pessoas comprando como se o mundo fosse acabar, esse dado reflete um pouco a redução dos gastos no cartão de crédito, mas com aumento do tíquete”, contou.

O levantamento mais recente, divulgado pelo Nubank no início da semana, mostrou um aumento no número de jovens tornando-se MEIs. De acordo com o levantamento, o mesmo aconteceu na crise econômica de 2015, quando o número de jovens empreendedores representava 25% do total de MEIs, contra 22% em dezembro de 2014. Em fevereiro do ano passado, esse percentual era de 27% e, em agosto do mesmo ano, 30%.

Um dos motivos para este avanço, segundo o estudo, é a necessidade de encontrar uma fonte alternativa de renda após a perda do emprego formal e não conseguir uma recolocação no mercado de trabalho. Todos os estudos já feitos estão aqui.

(Por Alessandra Taraborelli, para o Finsiders)