O Bitcoin opera estável nesta terça-feira (19), ainda abaixo de US$ 77 mil, pressionado pelo cenário macroeconômico, com preocupações sobre aumento da inflação diante do conflito entre Estados Unidos e Irã e seu peso sobre o petróleo.
Nesta manhã, o Bitcoin tem leve alta de 0,1%, cotado a US$ 76.817 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 386.334, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, fica estável a US$ 2.113. Já o XRP cai 0,5%, enquanto a Solana tem alta de 0,3% e o BNB sobe 0,2%.
Um dos sinais do momento negativo do mercado vem dos fundos, com os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA perdendo mais de US$ 1,5 bilhão desde 7 de maio, segundo dados da SoSoValue. Somente na segunda-feira, os saques atingiram US$ 648 milhões, o maior valor em um único dia desde 29 de janeiro e a segunda vez em uma semana que as saídas diárias ultrapassaram US$ 600 milhões.
O ritmo dos resgates mais do que compensou as entradas observadas no início do mês, resultando em uma virada para o negativo e agora o acumulado do mês é de saída líquida de US$ 396 milhões. Correções pontuais de preços não costumam impactar os fluxos institucionais, mas nesse caso houve uma forte mudança.
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Nesta terça, os mercados asiáticos fecharam mistos, enquanto os bonds globais recuperaram parte das perdas após o presidente Donald Trump pausar um ataque planejado contra o Irã e afirmar que há uma “boa chance” de acordo nuclear. A notícia derrubou o petróleo, com o Brent recuando mais de 2%, para cerca de US$ 109,40, embora ainda permaneça mais de 50% acima dos níveis anteriores à guerra.
Esse alívio ajudou os yields a cederem, com o Treasury de 10 anos voltando para cerca de 4,59%, mas o mercado segue cauteloso, já que investidores ainda querem ver sinais concretos de normalização no Estreito de Hormuz antes de uma mudança de tendência mais clara.
“O recuo do petróleo e a queda dos yields reduzem parte da pressão macro sobre ativos de risco, o que pode dar algum suporte ao Bitcoin no curtíssimo prazo, especialmente após a queda recente para a região de US$ 76.000. Ainda assim, o movimento ainda parece mais um alívio tático do que uma reversão clara, já que o petróleo continua em nível elevado, o dólar segue sustentado por demanda defensiva e o mercado permanece dependente de avanços concretos nas negociações entre EUA e Irã”, avalia André Franco, CEO da Boost Research.
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