Imagem da matéria: Com pró-Bitcoin Milei no segundo turno, eleições na Argentina aumentam volatilidade dos "criptodólares"
Argentina vive momento de grande incerteza econômica (Imagem: Shutterstock)

O primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina mexeu com o preço das principais stablecoins, tornando-as mais voláteis frente ao peso argentino no domingo (22). Devido à alta inflação no país, há anos parte dos argentinos recorrem ao Bitcoin (BTC) para proteger suas finanças, e às stablecoins para o uso diário. 

Pelo menos dois motivos causaram a alta na volatilidade das stablecoins, que são chamadas de “criptodólares” pelos argentinos: a batalha política e as casas de câmbio fechadas no final de semana. Isso porque nessa situação, o mercado argentino passa a usar as criptomoedas estáveis como base para o dólar.

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Durante as apurações, o preço da tether (USDT), por exemplo, chegou a ficar até 10% mais barato na cotação em pesos argentinos e em alguns momentos, a stablecoin foi negociada entre entre 1.040 e 1.220 pesos, segundo apurou o site Criptonoticias com dados da plataforma CriptoYa.

(Reprodução/Criptonoticias)

Nesta manhã de segunda (23), o cripto dólar, como são chamadas as stablecoins na Argentina, são negociados na faixa de 983 pesos.

(Fonte: CriptoYa)

Enquanto isso, o candidato do governo Alberto Fernández, Sergio Massa, que é o atual ministro da Economia da Argentina, liderava o pleito, deixando o candidato libertário e pró-Bitcoin, Javier Milei, em segundo. Milei também é a favor da eliminação do peso para a dolarização total da economia no país.

Para muitos especialistas, Massa surpreendeu, já que, em agosto, Milei venceu as eleições primárias do país.

A apuração continua nesta segunda-feira (23), mas cerca de 95% das urnas já tiveram os votos computados. De acordo com números apurados pelo Infobae, Massa tem 36,68%; Milei 29,98%; e Patricia Bullrich 23,83%.

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O segundo turno acontece no dia 19 de novembro.

Candidato pró-Bitcoin

No que tange ao histórico de Javier Milei, ele foi processado por supostamente ter promovido um esquema Ponzi na Argentina chamado Coinx.

Também em agosto deste ano, a Polícia Federal da Argentina se mobilizou até a cidade de Santa Fé para cumprir um mandado de busca e apreensão na sede da Coinx World, uma suposta pirâmide financeira com criptomoedas apoiada pelo presidenciável.

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