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Veja 7 criptomoedas com potencial de alta em janeiro

Especialistas destacam as criptomoedas com maior potencial de valorização em janeiro de 2026

moedas diversas caindo do céu
Shutterstock

Depois de um 2025 marcado por forte volatilidade entre as criptomoedas, movimentos técnicos importantes e crescente participação institucional, 2026 começa sob a expectativa de consolidação de narrativas que ganharam força nos últimos meses. Analistas ouvidos pelo Portal do Bitcoin apontam que o comportamento da liquidez global, o fluxo de recursos para ETFs e o avanço de aplicações com uso real devem continuar sendo determinantes para o desempenho dos principais criptoativos no início do ano.

Nesse contexto, a leitura predominante é de um mercado mais seletivo. A busca por “promessas rápidas” perde espaço para projetos com tese clara, infraestrutura consolidada e capacidade de atrair usuários, desenvolvedores e capital institucional.

Redes de alta performance, protocolos ligados à tokenização de ativos do mundo real, soluções de escalabilidade e até ativos com perfil mais defensivo aparecem entre as apostas para janeiro. Confira abaixo as criptomoedas que os analistas recomendam para janeiro:

Chainlink (LINK)

Entre as altcoins mais citadas pelos analistas, a Chainlink aparece de forma recorrente como aposta em infraestrutura, conectando blockchains a informações externas, como preços e eventos, resolvendo um dos principais desafios do setor, segundo a equipe do Mercado Bitcoin (MB).

Já a analista técnica Ana de Mattos avalia que, sempre que o mercado prioriza utilidade e robustez, projetos ligados a dados confiáveis tendem a ganhar espaço. Essa visão é compartilhada por André Sprone, que ressalta as parcerias e testes com grandes instituições financeiras, colocando a Chainlink em posição privilegiada caso a narrativa de RWAs siga avançando em 2026.

Guilherme Fais, Head de Finanças da NovaDAX, acrescenta que a acumulação por grandes investidores reforça a expectativa de valorização do ativo, que combina alta liquidez com uma tese estrutural mais madura.

XRP

O XRP volta ao radar dos analistas pela combinação entre liquidez elevada, narrativa institucional e avanços regulatórios. Ana de Mattos observa que o mercado tem precificado uma maior clareza jurídica e a possibilidade de expansão de produtos regulados, o que ajuda a explicar o desempenho recente do ativo. Para ela, a leitura é de acompanhamento atento, com foco em movimentos de médio e longo prazo.

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Fais destaca o papel do XRP em pagamentos internacionais, com transferências rápidas e de baixo custo, e aponta que o avanço regulatório aumenta a confiança institucional. Esse cenário, segundo ele, cria espaço para maior adoção à medida que soluções financeiras tradicionais se integram ao blockchain.

Arbitrum (ARB)

Entre as soluções de segunda camada, a Arbitrum se consolida como uma das principais apostas ligadas à escalabilidade do Ethereum. Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, avalia que o ativo pode refletir o fluxo de capital em busca de transações mais baratas e eficientes, especialmente com novos projetos e iniciativas de infraestrutura lançados no fim de 2025 ganhando tração nos primeiros meses de 2026.

Na visão de Sprone, a Arbitrum representa diretamente a tese de crescimento do uso do Ethereum. À medida que a atividade on-chain aumenta, soluções de segunda camada tendem a ganhar relevância por viabilizar a expansão do ecossistema com menor custo, o que mantém o ARB como um nome relevante para janeiro.

Outras altcoins

Diversas outras altcoins foram citadas pelos analistas apenas uma vez. Entre elas está a Avalanche (AVAX), citada por Person como uma alternativa focada em aplicações financeiras e tokenização, beneficiada pela compatibilidade com a EVM. Para ele, sinais on-chain e interesse de investidores mais sofisticados indicam uma leitura técnica mais construtiva no começo do ano, favorecendo ativos com essa estrutura.

Já Ana de Mattos cita a Virtuals (VIRTUAL) na narrativa de inteligência artificial. Segundo ela, o projeto voltou ao radar após lançar frameworks voltados à criação e operação de agentes de IA on-chain, que utilizam o token VIRTUAL para executar transações. Segundo a analista, sempre que a narrativa de IA ganha força, o ativo tende a atrair atenção, especialmente quando há entregas concretas de produto.

A Celestia apareceu entre as apostas ligadas ao modelo de blockchains modulares. Fais destaca que o foco em escalabilidade e eficiência, aliado a avanços tecnológicos recentes, pode atrair novos projetos e desenvolvedores ao longo de 2026. Para ele, a inovação do modelo modular coloca o ativo em uma posição interessante para investidores atentos às transformações da infraestrutura blockchain.

Já a equipe do MB sugeriu a Near Protocol, uma blockchain focada em tornar aplicações descentralizadas mais acessíveis, rápidas e de baixo custo. Para os analistas, seu modelo eficiente de validação reduz o consumo de energia, reforçando segurança e sustentabilidade. O ecossistema cresce em DeFi, jogos e aplicações Web3, impulsionado por parcerias e novos projetos.

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Bitcoin, Ethereum e Solana

Apesar do foco nas altcoins, os analistas reforçam que Bitcoin e Ethereum seguem como pilares do mercado, enquanto a Solana também é citada por praticamente todos. Para Person e Sprone, o Bitcoin continua sendo o principal termômetro do sentimento dos investidores, com preço fortemente influenciado pelo fluxo em ETFs e pelas expectativas em torno de juros e liquidez global. O ativo mantém seu papel como reserva de valor e instrumento de diversificação de longo prazo.

No caso do Ethereum, a leitura é de consolidação da tese de infraestrutura. A rede segue como base para DeFi, tokenização e aplicações institucionais, com analistas apontando que o crescimento do staking e os fluxos via ETFs podem sustentar uma valorização mais gradual ao longo de 2026.

Já na Solana, Person afirma que ela tende a se beneficiar em momentos em que o mercado volta a buscar alternativas com uso real, especialmente se o Ethereum passar por períodos de menor tração no curto prazo. Para o MB, a expectativa de um ETF à vista nos EUA e o crescente interesse institucional, inclusive por tesourarias corporativas, reforçam o potencial de valorização no curto prazo.

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