O Bitcoin é negociado acima de US$ 93.500 na manhã desta quarta-feira (23), atingindo uma nova máxima mensal, à medida que o alívio nos temores de guerra comercial e os sinais de mudança na política monetária dos EUA impulsionaram a demanda dos investidores por ativos de risco. O BTC registra alta de 5,6% nas últimas 24 horas.
O resto do mercado acompanha o líder. O Ethereum sobe 10,3% e é vendido a US$ 1.784. XRP (+7,9%), BNB (0,8%), Solana (+8,6%), Dogecoin (11,3%) e Cardano (9,5%) também aproveitam o bom momento. Quem destoa é o Tron (TRX), com baixa de 0,8%.
A alta ocorreu enquanto os participantes do mercado reavaliavam a trajetória da disputa comercial entre EUA e China, após declarações conciliatórias de autoridades norte-americanas e relatos de que o presidente Donald Trump teria suavizado sua postura sobre demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Essa combinação ajudou a elevar o sentimento nos mercados de ações e commodities, com Bitcoin e ouro registrando movimentos acentuados.
O ganho intradiário do Bitcoin esteve alinhado com uma alta mais ampla em negociações influenciadas por fatores macroeconômicos. O ouro inicialmente saltou para US$ 3.500 antes de recuar para US$ 3.300, uma oscilação volátil que alguns analistas interpretaram como um sinal de rotação de capital para ativos digitais.
“Ambos os ativos acompanham o crescimento global da base monetária M2, mas com uma diferença”, disse Ryan McMillin, diretor de investimentos da Merkle Tree Capital, em nota aos investidores na terça-feira. “O ouro reage de forma mais imediata, enquanto o Bitcoin tende a demorar cerca de 90 dias.”
“Historicamente, fortes altas no ouro costumam sinalizar futuras altas no Bitcoin — e também podem desencadear reversões no ouro justamente quando o Bitcoin começa a subir.”
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McMillin acrescentou que a forte reversão do ouro durante a noite pode refletir uma mudança entre os investidores que buscam reserva de valor, favorecendo o Bitcoin, que muitos veem como subvalorizado em relação ao ouro, diante das expectativas crescentes de inflação e expansão monetária.
“Enquanto a guerra comercial global continua em ebulição, lembrem-se: a principal ferramenta dos governos para competir é a impressora de dinheiro”, disse McMillin. “A base monetária M2 tem potencial para disparar — e levar o ouro e o BTC com ela.”
A próxima decisão de juros do Federal Reserve e as negociações fiscais em andamento entre Washington e Pequim devem continuar sendo fatores-chave para o Bitcoin nas próximas semanas.
Apesar da alta, alguns traders permanecem cautelosos, apontando para taxas de financiamento historicamente elevadas e queda na atividade on-chain como possíveis obstáculos.
Ainda assim, a narrativa macroeconômica parece, por ora, estar se inclinando a favor do Bitcoin.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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