Braços de executivo algemado
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O fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, admitiu que enfrenta uma situação jurídica difícil após o colapso da corretora, durante a entrevista que concedeu ao vivo para o jornal The New York Times na quarta-feira (30). O empresário disse que está indo contra os conselhos de seus advogados ao dar entrevistas e falar sobre o colapso da exchange de criptomoedas que fundou.

“O conselho clássico é ‘não diga nada, entre numa caverna’. Isso não é quem eu sou e quem eu quero ser. Eu tenho um dever de falar para as pessoas o que ocorreu”, disse SBF.

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Ao ser perguntado se teme ser processado criminalmente, o que pode levá-lo para a prisão, o fundador da FTX tergiversou: “Não é no que estou focado. Terá um momento e um espaço para eu pensar em mim mesmo e no meu futuro. Mas não acho que seja agora”.

Uma reportagem do The New York Times publicada no dia 19 de novembro aponta que as leis mais duras sobre fraudes no mercado de ações, no estado do Texas, podem gerar penas de prisão perpétua.

Já foram três entrevistas de Sam Bankman-Fried após o colapso da FTX (e muitas publicações no Twitter): uma para o The New York Times, outra para o portal Vox e uma terceira no canal de YouTube da influencer cripto Tiffany Fong.

SBF falou por vídeochamada das Bahamas, onde fica a sede da FTX e país no qual passou boa parte do tempo em 2022. Perguntado se teme voltar aos Estados Unidos e ser preso, o empresário disse que não é esse o caso: “No momento, eu quero estar onde eu possa ser de alguma utilidade para qualquer entidade global que queiram a minha ajuda”.

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Sobre a administração da empresa em si, SBF tentou enfatizar diversas vezes que a responsabilidade é toda dele e que a FTX ignorou totalmente as práticas de controle de risco.

“Acho que muito do que nos focamos foram distrações para uma inacredivelmente importante área, na qual nós falhamos completamente: gestão de risco e, francamente, de conflitos de interesses”, disse.

(Falta de) gestão de risco

A falta de controle de riscos parece ser um grande ponto na história da FTX. Ao assumir o cargo de CEO com o pedido de recuperação judicial, John J. Ray III, fez comunicados criticando a gestão feita Sam Bankman-Fried.

“Nunca na minha carreira eu vi uma falha tão completa de controles corporativos e tanta ausência de informações financeiras confiáveis como ocorre aqui”, afirmou o executivo.

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“De sistemas compromissados e uma fiscalização regulatória fraca até a concentração de poder na mão de poucos indivíduos inexperientes, pouco sofisticados e potencialmente compromissados, a situação não tem precedentes”, completou.

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