O Bitcoin se recupera nesta quinta-feira (25), após chegar a perder o nível de US$ 60 mil na tarde de ontem, mas segue pressionado e abaixo do nível da manhã de quarta com saídas de ETFs, ações de inteligência artificial em baixa e preocupações com o cenário macroeconômico.
Nesta manhã, o Bitcoin tem queda de 1,8%, cotado a US$ 61.403 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 325.937, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, cai 1,6% a US$ 1.637. Já o XRP recua 0,9%, enquanto a Solana tem queda de 1% e a BNB cai 1,8%.
O Bitcoin chegou a cair para US$ 59 mil na tarde de ontem, seu nível mais baixo desde o início de junho, mas conseguiu se recuperar, ajudando registrar quase US$ 1 bilhão em liquidações, junto com outras criptomoedas como Ethereum e Solana e até ações tokenizadas também entraram no mvimento.
A queda desencadeou cerca de US$ 430 milhões em liquidações de posições compradas (long) em contratos futuros de Bitcoin, ou seja, apostas na alta de preços que foram encerradas automaticamente à medida que a cotação caía.
Não houve um único fator determinante para esse movimento. O Bitcoin recuou cerca de 10% desde a máxima de segunda-feira, próxima a US$ 65.500, pressionado pelas mesmas forças que dominaram a semana: uma postura mais restritiva (hawkish) do Federal Reserve, seis semanas consecutivas de saídas de capital de ETFs, a redução da liquidez das férias de meio de ano e o vencimento de opções de fim de trimestre que ocorre amanhã.
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A Wintermute, importante market maker do setor, havia apontado em um relatório de terça-feira que o nível de US$ 59.000 seria a mínima do bear market atual que deveria ser monitorada.
A recuperação veio de fora do universo das criptomoedas. A Micron Technology divulgou resultados trimestrais após o fechamento do mercado que superaram amplamente as estimativas dos analistas, impulsionando fortemente suas ações e elevando todo o setor de chips de memória.
Com isso, o mesmo setor de chips para IA que na segunda-feira fez o índice de ações da Coreia do Sul cair 10% devido ao receio de que o boom de gastos estivesse perdendo fôlego, agora atua como fator de estabilização para as criptomoedas conforme os resultados da Micron ajudaram na interpretação de uma confirmação de que a demanda por chips para IA é estrutural, e não especulativa.
A queda de ontem do Bitcoin também coincidiu com saídas líquidas de US$ 469 milhões dos ETFs de BTC à vista dos EUA. Esse movimento representou o 30º maior volume de resgates em um único dia desde o lançamento dos ETFs, em janeiro de 2024.
Como resultado das saídas constantes observadas nos últimos meses, as entradas líquidas acumuladas permanecem em US$ 52,8 bilhões — patamar registrado pela última vez em 14 de julho de 2025 —, embora esse valor esteja cerca de US$ 2,3 bilhões abaixo do pico atingido poucos dias depois.
Na agenda, atenção especial para os dados de inflação dos EUA, divulgado pelo indicador PCE, o preferido do Fed. Qualquer leitura fora do esperado pode impactar os preços das criptomoedas hoje para qualquer direção.
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