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Bitcoin hoje: BTC sobe com aprovação de lei cripto, mas inflação e guerra ainda pressionam

Bitcoin tem alta nesta sexta, mas fica abaixo das máximas atingidas ontem com investidores preocupados com impactos da inflação no mundo

moeda de bitcoin em cima de tela com gráfico de preço
(Imagem: Reprodução/Decrypt)

O Bitcoin volta a subir acima de US$ 80 mil nesta sexta-feira (15), após chegar a saltar mais de 3% na tarde de ontem com a aprovação da Lei Clarity na comissão bancária do Senado dos Estados Unidos. Apesar disso, os preços continuam pressionados pelo cenário de maior inflação e de incertezas envolvendo o conflito no Irã.

Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 1,9%, cotado a US$ 80.526 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 403.742, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, recua 0,3%, a US$ 2.255. Já o XRP sobe 2,4%, enquanto a Solana avança 0,2% e o BNB tem alta de 2,1%.

A votação da Lei Clarity foi o primeiro grande movimento bipartidário sobre a legislação de estrutura do mercado de criptomoedas em meses. O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, conseguiu uma manobra de última hora para admitir emendas que havia rejeitado anteriormente, conquistando dois votos democratas e garantindo a vitória por 15 a 9 após várias horas de disputas partidárias.

“Este processo foi um dos mais informativos e desafiadores pelos quais passei como senador dos Estados Unidos”, disse Scott após a votação, conforme relatado pelo CoinDesk. A senadora Elizabeth Warren, a principal democrata do comitê, contestou a mudança processual que trouxe as emendas adicionais de volta à discussão, dizendo aos colegas: “O acordo que vocês gostam não é o acordo que eu gosto”.

O texto agora será unido ao projeto de lei que foi aprovado pelo Comitê de Agricultura e irá a plenário do Senado, para depois seguir para a Câmara dos Representantes. Diversos pontos seguem sem solução, incluindo preocupações com a aplicação da lei e uma disposição ética que vários democratas apontaram como condição para um apoio mais amplo.

Entre as criptomoedas, a alta mais acentuada do XRP reflete o impacto que a legislação tem sobre o token, que foi o mais diretamente afetado pela incerteza jurídica nos EUA desde o caso da SEC contra a Ripple. Uma legislação mais clara sobre a estrutura de mercado remove um dos obstáculos estruturais que pressionavam o preço da criptomoeda.

Apesar desse otimismo com a regulação nos EUA, os mercados globais ainda trazem um ponto de pressão. As bolsas asiáticas caíram nesta sexta após dados mostrarem a inflação no atacado do Japão no maior ritmo em três anos. O petróleo continua subindo em meio à falta de progresso para reabrir o Estreito de Hormuz, com o Brent acumulando alta de 5,7% na semana, perto de US$ 107 por barril. Nos EUA, os yields dispararam, com o Treasury de 2 anos atingindo o maior nível desde maio de 2025 e o mercado passou a precificar cerca de 45% de chance de alta de juros pelo Fed ainda este ano.

Diante disso, André Franco, CEO da Boost Research, afirma que o Bitcoin apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. “Apesar de o BTC ainda se manter acima da região psicológica de US$ 80.000, o ambiente macro voltou a ficar mais adverso para ativos de risco, petróleo em alta reforça o risco inflacionário, yields em máximas reduzem a atratividade de ativos sem geração de caixa e o dólar caminha para sua melhor semana em dois meses”, explica.

Para ele, no curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 79.000 e US$ 82.000, com risco de teste da parte inferior caso os yields continuem subindo ou o dólar mantenha força.

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