O fan token do Santos entrou no radar de traders depois que perfis de análise on-chain passaram a apontar uma possível concentração extrema de oferta em tokens ligados a clubes e marcas esportivas.
O alerta ganhou força porque, segundo o perfil Evening Traders, cerca de 97,37% da oferta do SANTOS estaria “locked up”, ou fora do mercado, em uma lista que também cita os tokens LAZIO, PORTO e ALPINE com percentuais acima de 95%.
A publicação associa essa concentração ao risco de movimentos artificiais de preço, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo e o possível retorno da atenção do varejo para fan tokens. Vale lembrar que há meses existe um debate sobre a convocação de Neymar Jr., hoje no Santos, para a Copa, e é possível que se ele estiver na lista, o token do clube possa ter alguma movimentação.
O caso do Santos chama atenção por envolver um ativo conhecido entre investidores brasileiros. O SANTOS Fan Token é um token utilitário ligado ao Santos Futebol Clube e foi criado para oferecer experiências de engajamento aos torcedores, como votações, acesso a recompensas, ingressos VIP, colecionáveis e ações promocionais. Na descrição do próprio clube, o token busca aproximar torcedores de experiências digitais e benefícios exclusivos relacionados ao time.
Fan tokens, de forma geral, são criptoativos voltados ao relacionamento entre clubes, marcas esportivas e torcedores. Plataformas como a Socios.com descrevem esses ativos como instrumentos que dão acesso a recompensas, promoções, jogos, ingressos VIP e experiências de bastidores. Os fan tokens são criados na Chiliz Chain e voltados a atividades de engajamento, não a produtos financeiros regulados.
O alerta dos traders, porém, não está ligado à utilidade esportiva dos tokens, mas à estrutura de oferta e liquidez. Em mercados com baixa circulação efetiva, poucos participantes com grande quantidade de tokens podem ter influência desproporcional sobre o preço. Isso não significa que um ativo necessariamente vá disparar ou cair, mas indica que movimentos bruscos podem ser mais fáceis de ocorrer quando há pouco volume disponível para negociação.
No caso do SANTOS, os dados públicos mostram um mercado relativamente pequeno. O token era negociado nesta terça-feira (5) perto de US$ 1,11, com valor de mercado de aproximadamente US$ 17,9 milhões, volume diário de US$ 2,8 milhões e oferta circulante de 16,1 milhões de unidades. O ativo está muito abaixo da máxima histórica de US$ 28,60.
Já a publicação do Evening Trader diz que 97,37% da oferta está “locked up” e não detalha a metodologia usada para chegar a esse percentual. O número pode considerar concentração em carteiras, tokens sem atividade recente, liquidez disponível em exchanges, oferta efetivamente negociável ou outra métrica própria.
Baixa liquidez pode ampliar movimentos
Outros fan tokens citados no alerta também têm mercados relativamente pequenos. O LAZIO, do clube italiano de mesmo nome, era negociado perto de US$ 0,62, com valor de mercado de cerca de US$ 8,2 milhões, volume diário próximo de US$ 1,9 milhão e oferta circulante de 13,2 milhões de tokens. O fornecimento máximo é de 40 milhões de unidades.
O PORTO, do FC Porto, aparecia perto de US$ 0,83, com valor de mercado de cerca de US$ 10,8 milhões, volume diário em torno de US$ 2 milhões e oferta circulante de 12,99 milhões de tokens, também diante de um fornecimento máximo de 40 milhões.
Já o ALPINE, fan token da equipe Alpine de Fórmula 1, era negociado em torno de US$ 0,45, com valor de mercado próximo de US$ 9,6 milhões e volume diário perto de US$ 3,2 milhões, segundo o CoinMarketCap. A oferta circulante informada por essas plataformas fica ao redor de 21,3 milhões de tokens, também com fornecimento máximo de 40 milhões.
A tese dos traders é que a Copa do Mundo pode funcionar como catalisador narrativo para o setor. Fan tokens costumam ganhar atenção em momentos de grande exposição esportiva, especialmente quando há campeonatos internacionais, campanhas promocionais ou especulação sobre engajamento de torcedores. Mas esse mesmo tipo de narrativa pode atrair investidores menos experientes para ativos pequenos, voláteis e com liquidez limitada.
O risco é que uma combinação de baixa liquidez, concentração de oferta e aumento repentino de interesse gere movimentos violentos de preço. Em cenários assim, altas rápidas podem ser seguidas por quedas igualmente bruscas, principalmente se grandes carteiras ou formadores de mercado aproveitarem a entrada de varejo para vender posições.
Esse é o ponto central do alerta publicado pelo Evening Trader: concentração de oferta não garante uma disparada, mas pode criar condições para manipulações e armadilhas contra traders alavancados.
Para investidores, a leitura mais importante é separar utilidade de mercado. Um fan token pode oferecer benefícios legítimos de engajamento com clubes e marcas esportivas, mas isso não elimina riscos de preço.
No caso do SANTOS e de outros tokens citados, o tamanho reduzido de mercado, a distância em relação às máximas históricas, o volume limitado e as dúvidas sobre concentração de oferta tornam essencial fazer um estudo reforçado antes de qualquer decisão de compra.
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