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Bitcoin hoje: BTC sobe e se aproxima de US$ 81 mil com sinais de volta do apetite por risco

Bitcoin sustenta os US$ 80 mil e busca novas altas, apesar do cenário macro mais tenso com o conflito entre Estados Unidos e Irã

bitcoin subindo gráfico verde positivo
Shutterstock

O Bitcoin sustenta os US$ 80 mil pelo segundo dia nesta terça-feira (5), buscando agora novas altas, mesmo em um cenário macro não muito favorável, com as tensões no Oriente Médio em alta e sinalizações de que o cessar-fogo pode não durar muito mais tempo.

Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 3%, cotado a US$ 80.706 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 400.631, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 2,2%, a US$ 2.371. Já o XRP tem alta de 1,2%, enquanto a Solana sobe 1,6%. Chama atenção entre as altcoins e Toncoin, com ganhos de 35% nas últimas 24 horas.

O cenário macroeconômico não melhorou, mas os desdobramentos no conflito entre EUA e Irã parecem estar perdendo força no mercado de criptomoedas, indicando uma volta de apetite por risco mais consistente entre os investidores.

Dois destróieres americanos transitaram pelo Estreito de Ormuz durante a noite, enquanto um terminal de petróleo da VTTI em Fujairah foi atingido em um ataque aéreo. O presidente Donald Trump disse ao Salem News Channel que a guerra pode durar mais duas ou três semanas, o que significa que o cessar-fogo de quatro semanas anunciado anteriormente está terminando.

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“Os mercados globais voltaram a operar em tom defensivo, com queda das bolsas asiáticas e petróleo ainda acima de US$ 100 por barril, enquanto diminuem as expectativas de uma trégua rápida entre EUA e Irã”, avalia André Franco, CEO da Boost Research, destacando que, apesar do petróleo Brent recuar levemente hoje, os investidores seguem preocupados com possíveis interrupções de oferta no Estreito de Hormuz, mantendo a pressão sobre inflação, juros e moedas de países importadores de energia.

Para ele, o Bitcoin tem atualmente expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. “Embora o BTC ainda mostre resiliência acima da região de US$ 80.000, o ambiente macro voltou a ficar menos favorável para ativos de risco, petróleo elevado mantém o risco inflacionário vivo, o dólar mais forte reduz o apetite por cripto e a menor expectativa de alívio monetário pelo Fed limita fluxos especulativos”, explica.

Segundo Franco, no curto prazo, a faixa provável de oscilação do Bitcoin está entre US$ 79.000 e US$ 82.000, com risco de teste da parte inferior caso a aversão ao risco ganhe força.

Já a Laser Digital, braço de formador de mercado da Nomura, afirmou em nota ao CoinDesk que os mercados de opções estão mostrando uma intensa movimentação, com traders ainda buscando mais proteção contra quedas do que apostas em altas. “Caso o preço à vista apresente uma ruptura decisiva acima de US$ 80 mil, espera-se que a reversão de risco do BTC, atualmente negativa, passe para território positivo”, diz a empresa.

Uma reversão de risco é a diferença na volatilidade implícita entre calls e puts igualmente fora do dinheiro. Quando o preço está negativo, o mercado está precificando mais o medo de uma queda do que a ânsia por uma alta. Uma inversão para positivo seria o primeiro sinal de que os mercados de opções realmente passaram de cautelosos para construtivos.

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