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XRP pode estar menos exposto à ameaça quântica do que o Bitcoin

Especialistas afirmam que o design do XRP deixa uma parcela menor de seu fornecimento exposta a futuros ataques quânticos do que o Bitcoin

moedas de xrp e bitcoin
Shutterstock

A recente onda de preocupações com a computação quântica trouxe um novo elemento ao debate sobre segurança no mercado cripto e, nesse cenário, o XRP pode estar em uma posição mais favorável do que o Bitcoin. Segundo análise do Coindesk, a arquitetura da XRP Ledger (XRPL) apresenta características que reduzem sua exposição potencial a ataques quânticos, especialmente quando comparada à estrutura do Bitcoin.

O tema ganhou força após avanços divulgados pelo Google indicarem que computadores quânticos podem, no futuro, exigir menos capacidade do que o estimado anteriormente para quebrar sistemas criptográficos tradicionais.

No caso das criptomoedas, o risco gira em torno da possibilidade de reverter chaves públicas para descobrir chaves privadas, o que permitiria o roubo de fundos. Ainda que essa ameaça seja considerada teórica no estágio atual da tecnologia, ela já começa a influenciar análises sobre a resiliência das principais redes.

Estrutura do XRP pode oferecer vantagens

Um dos principais diferenciais apontados está no funcionamento do próprio XRP Ledger. Levantamento do validador Vet identificou que cerca de 300 mil contas, que juntas somam aproximadamente 2,4 bilhões de XRP, nunca realizaram transações. Isso significa que suas chaves públicas nunca foram expostas na rede, um fator crucial, já que a vulnerabilidade quântica depende justamente dessa exposição para que um ataque seja possível.

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Mesmo entre contas que já movimentaram fundos, o impacto potencial parece limitado. A análise identificou apenas dois grandes endereços inativos com exposição relevante, somando cerca de 21 milhões de XRP, o equivalente a cerca de 0,03% da oferta em circulação. Além disso, o XRPL conta com um recurso de rotação de chaves, que permite alterar a chave de assinatura sem necessidade de movimentar os fundos, funcionando como uma camada adicional de proteção.

Outro mecanismo citado por desenvolvedores é o uso de escrows com bloqueio temporal. Nesse modelo, os fundos ficam protegidos por regras lógicas que impedem movimentações antes de um determinado prazo. Isso reduz o incentivo para ataques, já que mesmo um invasor não conseguiria acessar os recursos imediatamente.

No Bitcoin, por outro lado, o cenário é considerado mais desafiador. Parte significativa das moedas, especialmente as mineradas nos primeiros anos da rede, utiliza formatos que expõem diretamente a chave pública. Estimativas indicam que cerca de 6,9 milhões de BTC, aproximadamente 35% da oferta em circulação, podem estar teoricamente vulneráveis.

Além disso, a rede não possui um mecanismo nativo de rotação de chaves. Para se proteger, o usuário precisa transferir seus fundos para um novo endereço, mas esse processo também expõe temporariamente a chave pública durante a transmissão da transação, criando uma janela potencial de ataque em um cenário quântico.

Apesar das diferenças estruturais, especialistas ressaltam que o risco ainda está distante de se materializar. O desenvolvimento de computadores quânticos capazes de executar esse tipo de ataque em escala continua sendo um desafio tecnológico significativo. Ao mesmo tempo, tanto o Bitcoin quanto outras redes já discutem e desenvolvem soluções de criptografia resistentes a ataques quânticos, o que deve mitigar o problema antes que ele se torne uma ameaça real.

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