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Golpe de criptomoedas da Braiscompany pode virar série de televisão

Adaptação para a TV recoloca o caso Braiscompany em evidência após a empresa ter falência decretada

Imagem da matéria: Golpe de criptomoedas da Braiscompany pode virar série de televisão
Antonio Neto Ais e Fabricio Campos, criadores e donos da Braiscompany (Foto: Reprodução)

A pirâmide financeira Braiscompany, um dos casos mais emblemáticos do mercado cripto brasileiro, pode ganhar adaptação para a TV. A informação foi divulgada por Celino Neto na rádio 98 FM, de Campina Grande. O comunicador, que também está entre as vítimas do esquema, afirmou ter sido procurado por uma produtora para dar depoimento sobre o caso.

A possibilidade de uma série surge no momento em que o caso volta a ganhar novos capítulos. Em fevereiro, a Justiça da Paraíba decretou a falência da Braiscompany e de outras empresas do grupo, em decisão que citou o abandono das atividades, a condenação dos sócios e o volume de ações judiciais movidas por clientes. A sentença apontou ainda que o grupo está ligado a prejuízos superiores a R$ 1 bilhão.

Ao mesmo tempo, os fundadores Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias continuam na Argentina, mesmo após a autorização da extradição. Segundo reportagem o G1, o casal segue em prisão domiciliar no país vizinho, sem previsão de retorno ao Brasil, porque a defesa recorreu da decisão argentina que autorizou a extradição.

O caso Braiscompany

A Justiça Federal condenou em fevereiro de 2024 Antônio Neto a 88 anos e 7 meses de prisão, e Fabrícia Farias, a 61 anos e 11 meses. A decisão, do juiz da 4ª Vara Federal em Campina Grande, Vinícius Costa Vidor, ainda conta com a condenação de mais oito pessoas ligadas ao caso.

A Braiscompany era uma empresa que prometia retornos fixos aos seus clientes por meio do suposto investimento em criptomoedas. O esquema pedia que a pessoa comprasse valores em Bitcoin e os enviasse para uma wallet da empresa. A estimativa das autoridades brasileiras é que a empresa tenha deixado um prejuízo de R$ 1,1 bilhão a 20 mil vítimas.

Em dezembro de 2022, a Braiscompany parou de pagar os clientes. Em fevereiro de 2023, a pirâmide ruiu: o Ministério Público Federal abriu um processo penal contra Antônio e Fabrícia, e a Justiça autorizou pedidos de prisão preventiva que tentaram ser cumpridos na Operação Halving em fevereiro. O casal, no entanto, fugiu para Argentina, e segue no país vizinho desde então.

Segundo a PF, nos últimos quatro anos, foram movimentados cerca de R$ 1,5 bilhão em criptomoedas vinculadas aos sócios da Braiscompany.

Se realmente virar série, a Braiscompany terá material de sobra para um roteiro que mistura promessa de enriquecimento com criptomoedas, influência regional, colapso financeiro, fuga internacional e uma longa disputa judicial que, mesmo anos depois, ainda está longe de terminar.

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