O Bitcoin entra em seu segundo dia de queda nesta sexta-feira (27), perdendo o nível dos US$ 68 mil depois de passar dias em torno de US$ 70 mil. Segue pesando no mercado de criptomoedas a incerteza sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã, depois de notícias de que uma escalada no conflito com o possível envio de novas tropas americanas para o Oriente Médio.
Com isso, na manhã desta quinta, o Bitcoin opera com queda de 2,5%, cotado a US$ 67.797. Em reais, o BTC é negociado a R$ 3554.859, segundo dados do Portal do Bitcoin. O resto do mercado acompanha o dia negativo, com o Ethereum recuando 1,9%, cotado a US$ 2.043l, ao passo que a Solana cai 3,4%, um dos piores desempenhos entre as maiores altcoins.
A queda desta sexta já provocou liquidações de posições compradas superiores a US$ 50 milhões apenas na última hora, de acordo com a Coinglass, das quais aproximadamente 70% vieram apenas de posições em Bitcoin. Vale destacar que hoje vencem cerca de US$ 14 bilhões (R$ 74 bilhões) em contratos de opções do Bitcoin na Deribit, maior bolsa de opções cripto do mundo, o que tende a aumentar a volatilidade da criptomoeda.
Se no início da semana houve um alívio no mercado após o presidente Donald Trump estender seu prazo para o Irã chegar a um acordo de cessar-fogo por 10 dias, dizendo que as negociações estavam indo “muito bem”, agora o cenário mudou. O Wall Street Journal noticiou que o Pentágono está considerando enviar até 10.000 soldados adicionais para o Oriente Médio.
As ações asiáticas fecharam em queda nesta sexta, enquanto os futuros em Nova York, que chegaram a operar em alta, agora apresentam pequenas perdas. O petróleo volta a subir, assim como os metais preciosos, com ouro e prata em altas de cerca de 1%.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, a perda da região dos US$ 70 mil para o Bitcoin indica enfraquecimento do momentum no curto prazo, sugerindo saída de fluxo especulativo mesmo com melhora marginal do cenário macro. Apesar do alívio no petróleo nos últimos dias, ele avalia que o ambiente ainda é de liquidez restrita, com juros elevados limitando entradas em ativos de risco.
No curtíssimo prazo, o BTC tende a testar suporte entre US$ 66.500 e US$ 69.500, com viés de pressão para baixo enquanto não recuperar a faixa acima dos US$ 70 mil, diz Franco.
Rendimento de títulos do Tesouro pressiona BTC
Enquanto isso, o rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, uma taxa de juros de referência para dívida pública, está se aproximando de 4,5%, o maior nível desde julho, tornando ativos de risco como criptomoedas menos atraentes.
Neste sentido, a quinta semana da guerra está produzindo o mesmo padrão visto nas quatro primeiras, com oscilações bruscas impulsionadas por manchetes que deixam todos os investidores em posição desfavorável e a tendência indefinida.
Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro, disse ao CoinDesk que a capitalização de mercado das criptomoedas está se aproximando de sua média móvel de 50 dias, mas ainda se mantém acima dela, o que ele chamou de “um sinal de alta”.
O mercado “precisa tomar uma decisão rápida”, disse ele, “ou rompe a linha de tendência de alta do início de fevereiro ou confirma a média móvel de 50 dias como suporte e rompe a tendência de baixa.”
Os dados institucionais contam uma história diferente da liquidação diária.
Os ETFs de Bitcoin atraíram US$ 2,5 bilhões no último mês, de acordo com a Bloomberg, compensando quase todas as saídas que vinham ocorrendo desde janeiro. O ETF de Bitcoin da BlackRock está entre os 2% melhores ETFs em termos de entradas no acumulado do ano. As saídas líquidas de Bitcoin das exchanges no mês passado sinalizaram uma mudança em direção à acumulação, com investidores comprando moedas e retirando-as para custódia própria.
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