O Bitcoin volta a cair nesta quinta-feira (26) e perde os US$ 70 mil depois de sustentar o patamar e tentar buscar preços mais altos. Pesa no mercado de criptomoedas a incerteza sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã, com cada país dando uma versão diferente sobre um possível acordo, além da dificuldade que o Congresso dos EUA tem tido para avançar com o projeto de lei cripto, a Lei Clarity.
Na manhã desta quinta, o Bitcoin opera com queda de 2,6%, cotado a US$ 69.514. Em reais, o BTC é negociado a R$ 364.022, segundo dados do Portal do Bitcoin. Enquanto isso, as altcoins também caem forte, caso do Ethereum, que recua 5%, ameaçando perder os US$ 2 mil, ao passo que XRP tem queda de 3,4% e Solana cai 4,8%.
A principal pressão do mercado hoje fica para o impasse sobre a guerra no Oriente Médio. Ontem as criptomoedas chegaram a subir com informações de que os EUA haviam apresentado uma proposta de cessar-fogo baseada em 15 pontos e que o conflito poderia estar próximo do fim.
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Porém, durante a noite, o Irã rejeitou publicamente o acordo e devolveu com uma proposta própria. Enquanto isso, o parlamento iraniano começou a elaborar novas regras para impor uma taxa a embarcações que busquem passagem pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o petróleo que está praticamente fechada desde o início do conflito.
“A questão é que ainda há muita dúvida sobre se um acordo entre EUA e Irã pode ser alcançado, dado que o Irã rejeitou publicamente os EUA em várias ocasiões”, escreveu Jim Reid, do Deutsche Bank, em relatório. “Isso fez com que os mercados se tornassem cada vez mais céticos em relação a manchetes positivas do lado americano, já que não vimos sinais semelhantes por parte do Irã.”
Neste cenário, o dia é novamente de aversão nos mercados tradicionais, com o petróleo subindo 3%, enquanto os índices de ações caem, assim como o ouro e a prata.
Impasse sobre a Lei Clarity
Enquanto isso, o mercado cripto segue preocupado com os rumos da Lei Clarity, o projeto de lei de estrutura do mercado nos EUA. Participantes da indústria mostraram reações mistas ao mais recente rascunho do texto apresentado no início desta semana com a Coinbase mais uma vez declarando que não apoia o projeto como está.
Um ponto-chave de discórdia sobre a Lei Clarity é a natureza dos pagamentos de rendimento sobre depósitos em stablecoins. Os principais bancos dos EUA pediram maior fiscalização ou o bloqueio total desses pagamentos, enquanto a indústria cripto diz que bloquear pagamentos de stablecoins tornaria os EUA menos competitivos.
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O projeto tem sido tratado como essencial para que o mercado de criptomoedas destrave investimentos e consiga ter mais clareza regulatória. A expectativa é que ele já tivesse sido votado, mas esse impasse sobre rendimentos de stablecoins adiou o processo e já começa a ser preocupante as chances dele ter sua votação final este ano dado que no segundo semestre ocorrem as eleições de meio de mandato.
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