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Ouro tem pior sequência de quedas em mais de 100 anos enquanto Bitcoin ganha força

Ouro acumula pior série desde 1920, enquanto Bitcoin sustenta os US$ 70 mil, melhora sua relação com o metal e volta a atrair fluxo para ETFs

Barra de ouro envolto a várias moedas douradas de bitcoin
Shutetrstock

O ouro atravessa sua pior sequência de quedas em mais de um século, enquanto o Bitcoin volta a ganhar tração e reforça a comparação como “ouro digital”. Segundo a analista Katie Greifeld, da Bloomberg, o metal chegou a 10 pregões consecutivos de baixa, a pior série desde fevereiro de 1920.

Desde a máxima histórica de janeiro, a commodity chegou a cair entre 24% e 27%, tocando a região de US$ 4.090, onde encontrou suporte na média móvel de 200 dias. Mesmo com uma recuperação nas últimas 24 horas, o desempenho recente do ouro contrasta com a resiliência do Bitcoin, que segue acima da faixa de US$ 70 mil.

Esse cenário ajudou a elevar a relação entre BTC e ouro para perto de 16 onças por unidade de Bitcoin, acima das cerca de 12 onças observadas pouco antes da escalada do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro. Na prática, isso significa que o Bitcoin voltou a superar o metal nesse período, em um momento em que parte do mercado começa a discutir se houve rotação de capital entre os dois ativos.

Segundo o CoinDesk, Charlie Morris, diretor de investimentos da ByteTree, chamou atenção para a tendência de longo prazo dessa relação. Segundo ele, depois de o Bitcoin ter superado pela primeira vez uma onça de ouro em 2017, ele passou a construir fundos cada vez mais altos nessa comparação, chegando agora a 16 onças. Na leitura do executivo, se o ouro der sinais mais claros de exaustão, o Bitcoin pode voltar a abrir vantagem importante nos próximos meses ou anos.

Leia também: Quanto o Bitcoin precisa valer para superar o ouro e se tornar o ativo mais valioso do mundo?

O movimento também aparece nos fluxos de ETFs. Enquanto fundos ligados ao ouro sofreram saídas bilionárias nos últimos dias — com destaque para resgates de US$ 2,3 bilhões no SPDR Gold Shares e de US$ 1,6 bilhão no iShares Gold Trust em uma única semana —, os ETFs de Bitcoin seguem atraindo recursos. Em março, os produtos ligados à criptomoeda somam entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,5 bilhões em entradas, mesmo com o ativo ainda negociando abaixo dos picos registrados em 2025.

Isso não significa, porém, que Bitcoin e ouro estejam se movendo de forma oposta de maneira estrutural. O analista de ETFs da Bloomberg Eric Balchunas sustenta que os dois ativos são, na maior parte do tempo, mais descorrelacionados do que inversamente correlacionados. Ainda assim, a fotografia mais recente sugere que, neste momento, o ouro perdeu força justamente quando o Bitcoin voltou a ser visto por parte do mercado como uma alternativa mais dinâmica para proteção e valorização.

Historicamente, o ouro costuma liderar o início dos ciclos, com o Bitcoin reagindo depois e, em alguns momentos, superando o metal com folga. Agora, com o ouro pressionado por saídas de ETFs e correção técnica, e o Bitcoin se mantendo acima de US$ 70 mil mesmo em meio à guerra no Oriente Médio e ao ambiente macroeconômico difícil, o mercado volta a testar essa velha tese de que, em determinados momentos do ciclo, o “ouro digital” pode correr mais do que o ouro tradicional.

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