Cotado atualmente a cerca de US$ 71 mil, o Bitcoin possui uma capitalização de mercado estimada em US$ 1,453 trilhão, segundo dados do CoinGecko. Esse valor já coloca a criptomoeda entre os maiores ativos financeiros do planeta, ficando em 13º lugar atualmente.
Mesmo assim, ainda há uma grande distância até o primeiro lugar do ranking global: o ouro. O metal precioso possui um valor de mercado estimado em US$ 35,427 trilhões, segundo dados da plataforma CompaniesMarketCap.
Para ultrapassar o ouro, o Bitcoin precisaria alcançar uma capitalização muito superior. Considerando a oferta e o preço atual da criptomoeda, isso significaria que o BTC teria que valer US$ 1,7 milhão por unidades, cerca de 24 vezes o preço atual, para se tornar o maior ativo do mundo em valor de mercado.
Antes disso, porém, o Bitcoin ainda precisa ultrapassar alguns dos maiores ativos e empresas do mundo. Os valores aqui apresentados são da sexta-feira (13), portanto podem mudar a qualquer momento devido à volatilidade do mercado cripto.

Quanto falta para o Bitcoin alcançar a prata e gigantes da tecnologia
Prata — US$ 4,782 trilhões
A Prata ainda está à frente do Bitcoin — apesar de no passado já ter ficado para trás por um curto período (veja mais abaixo) dada à valorização da moeda e sua máxima histórica de outubro de 2025, de US$ 126 mil. Para superá-la, o Bitcoin precisaria valer cerca de US$ 231 mil, mais de três vezes o preço atual.
Nvidia — US$ 4,456 trilhões
A gigante de chips de inteligência artificial Nvidia também segue à frente da criptomoeda. Para ultrapassá-la, o Bitcoin precisaria atingir aproximadamente US$ 215 mil.
Apple — US$ 3,762 trilhões
Para superar a Apple, o Bitcoin teria que estar cotado perto de US$ 182 mil – quase o dobro do marco histórico dos US$ 100 mil, alcançado em dezembro de 2024.
Alphabet (Google) — US$ 3,683 trilhões
A controladora do Google, Alphabet, também permanece acima do Bitcoin. Para ultrapassá-la, o BTC teria que chegar a cerca de US$ 178 mil por unidade.
Microsoft — US$ 2,999 trilhões
Entre os gigantes ainda à frente, a Microsoft é uma das mais próximas. O Bitcoin precisaria subir para cerca de US$ 145 mil por moeda para superar a empresa.
Amazon — US$ 2,252 trilhões
O Bitcoin ainda está abaixo da Amazon. Para ultrapassar a empresa, o preço do BTC teria que atingir cerca de US$ 109 mil.
TSMC — US$ 1,753 trilhão
A fabricante de semicondutores TSMC também ainda está à frente do Bitcoin. Para superá-la, a criptomoeda precisaria alcançar cerca de US$ 85 mil.
Saudi Aramco — US$ 1,731 trilhão
A estatal de petróleo Saudi Aramco também possui valor de mercado maior que o Bitcoin. Para ultrapassá-la, o BTC teria que chegar a aproximadamente US$ 84 mil.
Meta — US$ 1,615 trilhão
Dona do Facebook e do Instagram, a Meta Platforms também segue à frente da criptomoeda. Para superar a empresa, o Bitcoin precisaria alcançar cerca de US$ 78 mil por unidade.
O que precisa acontecer para o Bitcoin superar o ouro
Para que o Bitcoin algum dia ultrapasse o ouro em valor de mercado, uma combinação de fatores estruturais teria que se consolidar ao longo de vários anos.
Um dos principais motores seria a escassez programada da criptomoeda. O protocolo do Bitcoin limita sua oferta total a 21 milhões de unidades, e estima-se que milhões de moedas já estejam permanentemente perdidas devido a senhas esquecidas ou carteiras inacessíveis.
Além disso, o mecanismo de halving, que reduz pela metade a emissão de novos bitcoins aproximadamente a cada quatro anos, faz com que a oferta nova fique cada vez mais limitada ao longo do tempo.
Outro fator decisivo seria a expansão da demanda institucional. Nos últimos anos, novos compradores passaram a disputar o ativo, incluindo fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista, empresas listadas em bolsa e até governos. Esses participantes tendem a manter posições de longo prazo, o que pode reduzir a quantidade de moedas disponíveis no mercado.
Nesse cenário, apontou o The Motley Fool no início da semana, analistas apontam que a valorização do Bitcoin poderia ocorrer gradualmente, à medida que investidores institucionais competem por uma parcela cada vez maior da oferta limitada do ativo.
Por outro lado, existem obstáculos importantes. A adoção do Bitcoin por grandes economias ainda é incerta e eventuais restrições regulatórias poderiam limitar sua expansão global. Além disso, qualquer falha grave de segurança na infraestrutura da rede poderia abalar a confiança no ativo. mas isso nunca aconteceu – o Bitcoin nunca foi hackeado.
Por isso, mesmo entre os defensores da criptomoeda, muitos argumentam que a comparação direta com o ouro não é necessariamente o ponto central. Para esses analistas, os dois ativos podem coexistir como reservas de valor, cada um com características e riscos próprios.
Uma escalada que começou há poucos anos
A ascensão do Bitcoin no ranking global de ativos tem sido rápida. Em maio do ano passado, seu valor de mercado ultrapassou a Amazon e se tornou 5º maior ativo do mundo. Em 2024, o BTC chegou a ultrapassar a prata em valor de mercado quando seu preço superou US$ 89 mil, levando sua capitalização a cerca de US$ 1,75 trilhão.
O movimento foi impulsionado pela demanda institucional e pelo crescimento dos ETFs de Bitcoin à vista — uma grande novidade na época, reforçando a percepção do ativo como uma nova reserva de valor entre investidores tradicionais.
Mas esse avanço começou anos antes. Em 2020, o Bitcoin já havia superado a capitalização da gigante de pagamentos Mastercard quando o BTC era negociado por volta de US$ 18 mil e seu valor de mercado chegou a cerca de US$ 338 bilhões.
Desde então, a criptomoeda continuou escalando posições entre os maiores ativos do mundo — alimentando a pergunta que move muitos investidores: até onde o Bitcoin ainda pode chegar?
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