O Bitcoin voltou a ganhar força nesta semana e pode enfrentar um novo período de forte volatilidade nos próximos dias, com potencial para subir ainda mais. Analistas apontam que um “gatilho” de cerca de US$ 3 bilhões no mercado de opções pode intensificar os movimentos de preço da criptomoeda caso ela se aproxime de determinados níveis técnicos.
A maior criptomoeda do mercado ultrapassou recentemente a faixa de US$ 72 mil, superando a média móvel de 50 dias — um indicador amplamente acompanhado por investidores para medir a tendência de curto prazo. Para parte dos analistas, a consolidação acima desse nível pode reforçar o sentimento positivo e atrair novos compradores para o mercado.
No entanto, o próximo grande ponto de atenção está na região dos US$ 75 mil, onde existe uma concentração significativa de posições no mercado de derivativos.
O gatilho de US$ 3 bilhões
Markus Thielen, fundador da 10x Research, disse ao CoinDesk que os formadores de mercado de opções mantêm atualmente cerca de US$ 3 bilhões em posições de “gamma negativo” no nível de preço de US$ 75 mil.
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Na prática, o “gamma negativo” significa que essas instituições podem precisar comprar Bitcoin à medida que o preço sobe, para ajustar suas posições e manter a exposição neutra ao risco. Esse movimento, conhecido como dealer hedging, costuma amplificar as oscilações do mercado.
“Quando o Bitcoin se aproxima dessa região, os fluxos de hedge dos formadores de mercado passam a influenciar mais a dinâmica de preços”, afirmou Thielen.
Como esses participantes ganham principalmente com o spread entre compra e venda, e não com a direção do mercado, eles precisam ajustar continuamente suas posições quando o preço se movimenta, o que pode acelerar tanto altas quanto quedas.
Aumento da volatilidade
Se o Bitcoin continuar avançando em direção aos US$ 75 mil, esse processo de ajustes pode gerar uma reação em cadeia de compras, aumentando a volatilidade e potencialmente acelerando uma eventual alta.
Esse tipo de dinâmica já foi observado em outros momentos do mercado cripto, quando grandes volumes de contratos derivativos acabam influenciando diretamente o comportamento do preço no mercado à vista.
Mesmo assim, analistas alertam que o cenário não é garantido. Para Alex Kuptsikevich, analista-chefe da FxPro, fatores macroeconômicos podem limitar o avanço da criptomoeda.
Segundo ele, a combinação de alta do petróleo e do dólar, além da queda recente de índices de ações como Nasdaq 100 e S&P 500, cria um ambiente mais adverso para ativos de risco. “Dúvidamos que o Bitcoin consiga resistir por muito tempo a esses ventos contrários. Resistências internas do mercado podem em breve se tornar um obstáculo relevante para novas altas”, afirmou o analista.
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Ainda assim, a criptomoeda segue firme e forte nas últimas semanas. Mas diante desse cenário misto, o Bitcoin entra em uma fase em que fatores técnicos e macroeconômicos disputam influência, e a aproximação do nível de US$ 75 mil pode ser decisiva para determinar o próximo grande movimento da criptomoeda.
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