9 criptomoedas que podem disparar em fevereiro

Especialistas destacam as criptomoedas com maior potencial de valorização em fevereiro de 2026

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O mês de fevereiro começa com o mercado de criptomoedas em um ambiente de cautela. Após um início de ano marcado por esperança de retomada das altas, os últimos dias foram de pânico, com o Bitcoin voltando para os US$ 82 mil e o Ethereum caminhando para os US$ 2.500.

Nesse contexto, a combinação entre regulação, infraestrutura institucional e narrativas ligadas a proteção patrimonial e eficiência operacional ganha peso nas escolhas para o mês. Especialistas ouvidos pelo Portal do Bitcoin apontam que fevereiro tende a ser um período menos eufórico e mais estratégico, em que a seleção de ativos importa mais do que apostas generalizadas.

Redes consolidadas, soluções de escalabilidade, protocolos ligados a pagamentos, derivativos e até ativos tokenizados lastreados em ouro aparecem como temas centrais nas análises. Confira abaixo as principais apostas dos analistas.

Solana (SOL)

Entre as altcoins mais citadas, a Solana mantém destaque pela intensa atividade on-chain e pelo avanço técnico da rede. André Sprone, da MEXC, observa que a blockchain se consolidou como a mais ativa em volume de transações, impulsionada principalmente pelo crescimento de stablecoins e por upgrades que reduziram drasticamente o tempo de finalização das operações. Para ele, esse movimento reforça o papel da Solana como camada preferida para pagamentos e aplicações voltadas ao usuário final.

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Na mesma linha, André Franco, CEO da Boost Research, destaca que, mesmo após a desaceleração de preços desde a estreia dos ETFs em 2025, a rede seguiu atraindo novos aplicativos e mantendo sua eficiência operacional. A leitura é de que a força do ecossistema sustenta a tese do ativo, independentemente de oscilações de curto prazo.

Hyperliquid (HYPE)

No segmento de derivativos on-chain, a Hyperliquid se consolida como uma das infraestruturas mais robustas do meio DeFi. A equipe de análise da Coinext aponta que a plataforma acumulou volumes trilionários, forte geração de receita e crescente participação institucional.

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André Franco ressalta que, após uma valorização expressiva em janeiro, o protocolo demonstrou capacidade singular de gerar receita mesmo em cenários adversos, reforçando sua posição como uma das apostas mais estruturais do mercado para fevereiro.

Arbitrum (ARB)

A Arbitrum aparece como principal representante da narrativa de escalabilidade do Ethereum. Marcelo Person, da Foxbit, ressalta que o projeto lidera o mercado de rollups em valor total travado, refletindo o aumento da atividade on-chain e a migração de novos protocolos para a rede.

Segundo ele, a expectativa de incentivos adicionais e redistribuição de tokens ao longo de 2026 reforça o interesse pelo ARB, especialmente em um cenário em que taxas e eficiência seguem sendo fatores decisivos.

Outras altcoins

Diversas outras altcoins foram citadas pelos analistas. A Avalanche (AVAX) é apontada como uma aposta ligada ao avanço da tokenização e de soluções institucionais. Marcelo Person destaca que a compatibilidade com a EVM e o foco em aplicações financeiras tornam a rede atrativa para modelos corporativos e iniciativas de ativos do mundo real.

A avaliação é de que, à medida que instituições buscam blockchains com uso prático e adaptabilidade regulatória, projetos com esse perfil tendem a ganhar espaço ao longo de 2026, começando já em fevereiro.

Já o XRP retorna ao radar institucional após a resolução de entraves regulatórios nos Estados Unidos. André Sprone destaca que a expectativa de aprovação de um ETF e o lançamento da stablecoin RLUSD pela Ripple reforçam o posicionamento do ativo como solução de liquidação cross-border para instituições financeiras. A leitura predominante é de que a combinação entre clareza jurídica, alta liquidez e integração com o sistema financeiro tradicional sustenta o interesse pelo token no curto e médio prazo.

Em meio à valorização dos metais preciosos, o ouro tokenizado ganha espaço nas análises. Marcelo Person, da Foxbit, e Paulo Camargo, da Underblock, apontam que stablecoins lastreadas em ouro, como o XAUt, surgem como alternativa ao dólar em períodos de elevada incerteza macroeconômica. Para os analistas, a demanda estrutural por proteção patrimonial, especialmente por parte de bancos centrais, tende a manter o interesse por esse tipo de ativo também dentro do ecossistema cripto.

Entre as novas blockchains de primeira camada, a Sui ganha atenção pelo ritmo acelerado de desenvolvimento. Sprone observa que a forte atividade de desenvolvedores, os pedidos de ETF spot em análise e o lançamento de uma stablecoin própria em fevereiro adicionam novos vetores à narrativa do projeto. A combinação entre desempenho técnico e foco em privacidade on-chain coloca o ativo entre os nomes a serem monitorados no mês.

A Chiliz (CHZ) surge como uma aposta temática ligada ao setor esportivo e de entretenimento. A equipe de Research da Coinext destaca que a proximidade da Copa do Mundo de 2026 reacendeu o interesse pelos fan tokens, impulsionando a demanda por CHZ. Além disso, iniciativas de tokenização de receitas futuras de clubes, por meio de estruturas de Real World Assets aplicadas ao esporte, reforçam a tese de uso real do protocolo e ampliam sua relevância para fevereiro.

O BNB entra no radar por avanços institucionais e técnicos. A Coinext destaca o movimento de gestoras em direção a produtos regulados ligados ao token, como pedidos de ETFs e ETPs, além do hard fork Fermi, que aumentou a eficiência da BNB Smart Chain. A combinação entre melhorias de infraestrutura e maior acesso institucional sustenta a leitura construtiva para o ativo no mês.

Bitcoin e Ethereum

Apesar da atenção às altcoins, Bitcoin e Ethereum seguem como âncoras do mercado. Os analistas concordam que o Bitcoin continua sendo o principal termômetro de confiança e liquidez, mesmo pressionado. O fluxo constante de ETFs à vista e o interesse de grandes investidores indicam que o BTC ainda deve ditar o tom do mercado em fevereiro.

Já o Ethereum mantém sua posição como infraestrutura dominante para DeFi, stablecoins e tokenização de ativos do mundo real. Mesmo com desaceleração em alguns indicadores, o uso da rede segue estável, sustentado por aplicações institucionais e avanços em interoperabilidade. Para fevereiro, a leitura é de continuidade na consolidação de fundamentos, em um mercado que privilegia projetos resilientes e com entrega comprovada.

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