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10 criptomoedas que podem disparar em abril

Especialistas destacam as criptomoedas com maior potencial de valorização em abril de 2026, além do Bitcoin, Ethereum e Solana

Imagem da matéria: 10 criptomoedas que podem disparar em abril
Shutterstock

Abril está prestes a começar com o mercado de criptomoedas em um momento de incerteza, mas com sinais importantes de resiliência. Após meses de volatilidade e correções, o Bitcoin segue negociando dentro de uma faixa bem definida, sugerindo um período de absorção de oferta, mesmo diante de um cenário macro desafiador.

Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o mercado entrou em uma fase em que “os vendedores já não conseguem empurrar o preço para novas mínimas com a mesma facilidade”, indicando uma possível preparação para o próximo movimento relevante de alta dos preços.

O pano de fundo, no entanto, continua sendo determinante. A escalada de tensões geopolíticas com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e seu o impacto sobre inflação, juros e ativos de risco seguem no radar dos investidores. Nesse contexto, o mercado se torna mais seletivo, privilegiando projetos com fundamentos sólidos, liquidez e conexão com narrativas institucionais e tecnológicas.

Leia também: O que a guerra tem a nos ensinar sobre o Bitcoin?

A equipe de análise da Coinext reforça que abril pode ser um mês de transição, com ativos ligados a fluxos políticos, tokenização e infraestrutura ganhando destaque.

Confira abaixo as criptomoedas que são apostas dos analistas em abril:

Hyperliquid (HYPE)

A Hyperliquid segue como uma das teses mais resilientes do ciclo atual. Para Franco, o diferencial do protocolo está na capacidade de gerar receita independentemente da direção do mercado, característica que tem se destacado em um ambiente de elevada volatilidade.

A recente expansão da plataforma, que passou a incluir negociação de commodities e até petróleo, amplia seu alcance e reforça sua utilidade, especialmente em um momento em que o conflito no Oriente Médio tem mexido com os preços do petróleo.

A equipe de research do MB | Mercado Bitcoin também aponta o crescimento acelerado do projeto dentro do nicho de derivativos on-chain, com potencial de valorização atrelado à evolução desse segmento no DeFi.

Chiliz (CHZ)

A Chiliz aparece como uma aposta temática ligada ao setor esportivo. Segundo o Mercado Bitcoin, o ativo se destaca por sua utilidade clara dentro do ecossistema de fan tokens, permitindo engajamento direto entre clubes e torcedores.

Apesar de não ser uma reserva de valor, o CHZ ganha relevância com a expansão global da plataforma e a crescente adoção por organizações esportivas, mantendo potencial de crescimento condicionado ao engajamento do público.

Tron (TRX)

A Tron surge como uma das apostas ligadas à infraestrutura e ao fluxo institucional. A Coinext destaca a forte conexão do projeto com a World Liberty Financial, WLFI, ligada à família Trump, incluindo a participação de Justin Sun e a escolha da rede como base para a stablecoin USD1.

Além disso, o crescimento do volume de transações e a expansão de iniciativas ligadas à inteligência artificial reforçam a relevância do ecossistema.

O ativo também se beneficia de seu papel como uma das principais redes para movimentação de stablecoins, mantendo fluxo constante de liquidez e operações.

Outras altcoins

A Coinext apostou no mês em ativos ligados ao ecossistema da WLFI, ressaltando que a carteira e as movimentações on-chain do grupo, que somam aproximadamente US$ 333 milhões em ativos digitais, passaram a funcionar como sinal de posicionamento com forte componente político e narrativo.

Diante disso, os analistas da exchange citaram ainda para abril a Chainlink (LINK), que aparece como peça central na narrativa de tokenização e interoperabilidade, sendo escolhido como infraestrutura oficial para operações cross-chain da WLFI. A Aster (ASTER) também entrou na lista, com o lançamento da Aster Chain e a parceria com a WLFI, incluindo a integração de contratos denominados em USD1.

A BNB completa a lista ligada do grupo de Trump não só por já ter relevância, mas com a integração do token com a stablecoin USD1 e o papel central da exchange na distribuição desse ativo da WLFI.

Paulo Camargo, embaixador da OKX, por sua vez, cita ainda o ouro tokenizado, como XAUT e PAXG, ganhando relevância como instrumento de proteção em um cenário de aumento da incerteza política e fiscal ao redor do mundo.

Já Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, destaca os tokens ligados à inteligência artificial, caso de Bittensor (TAO) e Render (RNDR), que continuam entre os mais observados, impulsionados pela crescente demanda por infraestrutura computacional e soluções descentralizadas voltadas à IA.

“Esses ativos têm se destacado pela capacidade de conectar tendências tecnológicas com o universo cripto, o que pode sustentar o interesse do mercado ao longo de abril”, avalia.

Para fechar, Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit traz outras duas criptomoedas. A Optimism (OP), que com a expansão do ecossistema de segunda camada e o crescimento do modelo baseado no OP Stack, se posiciona como uma das principais infraestruturas de escalabilidade do Ethereum.

Já o Aave (AAVE), segundo ele, representa a tese de finanças descentralizadas com geração de rendimento. “Com alto valor total bloqueado e histórico consolidado, o Aave continua sendo uma das principais referências do setor de DeFi”, conclui.

Bitcoin, Ethereum e Solana

Mesmo com o destaque de diversas altcoins e narrativas emergentes, Bitcoin, Ethereum e Solana seguem como os principais pilares do mercado. O Bitcoin continua sendo o termômetro central, com comportamento dentro de uma faixa de preço que deve definir o próximo movimento relevante. Em cenários adversos, tende a cair menos, enquanto em momentos de alívio, costuma liderar a retomada do mercado.

O Ethereum, por sua vez, mantém seu papel como infraestrutura dominante do ecossistema. Segundo os analistas, o ativo segue bem posicionado para reagir rapidamente a mudanças de sentimento, especialmente por sua ligação com DeFi, stablecoins e tokenização de ativos. A expectativa é de valorização moderada, sustentada pela retomada gradual da atividade e pelo aumento de fluxos institucionais, reforçando sua posição como ponte entre segurança e risco dentro do mercado cripto.

Já a Solana permanece entre os principais ativos monitorados, combinando atividade de rede robusta com crescente adoção institucional. O projeto segue como uma das estruturas mais preparadas para capturar fluxo em um eventual retorno do apetite por risco. Mesmo sem grandes movimentos recentes de preço, a consistência operacional e a escalabilidade eficiente mantêm a rede como alternativa relevante ao eixo formado por Bitcoin e Ethereum.

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