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Senador dos EUA abre investigação contra Binance após envio de US$ 1,7 bilhão ao Irã

“Binance parece ter ignorado alertas e recomendações para impedir esquemas iranianos de lavagem de dinheiro”, escreveu o senador

bnb chain - blockchain da binance
Shutterstock

Já começou a repercutir a denúncia de que a Binance foi utilizada para enviar US$ 1,7 bilhão para entidades do Irã, incluindo grupos terroristas.

O senador democrata Richard Blumenthal, que representa Connecticut e também é membro do Comitê de Segurança Interna do Senado, abriu oficialmente uma investigação sobre o caso nesta quarta-feira (25), segundo o CoinDesk.

O senador enviou uma carta à Binance pedindo esclarecimentos sobre a denúncia, que veio à tona em reportagem do The New York Times. O jornal informou que um grupo de investigadores internos contratados pela corretora identificaram que contas da exchange foram utilizadas para enviar enormes quantidades de dinheiro para o Irã.

Blumenthal enviou uma carta ao co-CEO da Binance, Richard Teng, solicitando registros das negociações da empresa com duas entidades de Hong Kong identificadas pelos investigadores como a origem das transferências para o Irã.

“A Binance parece ter ignorado alertas e recomendações para impedir esquemas iranianos de lavagem de dinheiro em sua corretora de criptomoedas”, escreveu o senador.

Os dados coletados pelo grupo de investigadores internos mostram que duas contas da Binance enviaram um total de US$ 1,7 bilhão para entidades iranianas ligadas a grupos terroristas e que uma destas contas pertence a um prestador de serviços da corretora. Além disso, no mesmo ano foram criadas mais de 1,5 mil contas para pessoas no Irã. 

Outro ponto que levantou polêmica foi que a Binance demitiu ou suspendeu parte dos investigadores que identificou os envios de dinheiro ao Irã. O senador Blumenthal também pediu que Teng entregasse registros sobre “a suspensão e demissão de funcionários de compliance e investigadores” que sinalizaram as supostas violações.

O Irã é alvo de um amplo regime de sanções econômicas imposto pelos Estados Unidos, que proíbe pessoas e empresas americanas de realizar negócios com indivíduos, companhias e órgãos ligados ao país. As medidas também atingem empresas estrangeiras que mantêm operações nos EUA ou utilizam o sistema financeiro americano, por meio das chamadas sanções secundárias.

Binance nega violação das sanções

Por meio de nota enviada ao Portal do Bitcoin, a Binance diz rejeitar as alegações nas reportagens e afirma que seus mecanismos de controle estão funcionando:

“Nós rejeitamos categoricamente as alegações presentes nessas reportagens. A Binance detectou e reportou atividade suspeita, e isso é uma evidência de que nossos controles estão funcionando. Ao longo dos últimos anos, a Binance passou por uma das mais robustas reformulações de conformidade do setor, o que nos permitiu alcançar nossos atuais marcos regulatórios. As reportagens anteriores do The New York Times estão incorretas. A Binance adota procedimentos rigorosos de KYC e compliance, e proibimos o uso da plataforma por entidades sancionadas. Temos orgulho do nosso programa de compliance líder do setor e seguimos comprometidos em manter um dos programas mais fortes do setor em combate a crimes financeiros e em conformidade com sanções.”