Mansão de R$ 3 milhões de donos de pirâmide financeira é incendiada no interior do RS

Mansão de R$ 3 milhões de donos de pirâmide financeira é incendiada no interior do RS
(Foto: Polícia Civil/Divulgação)


A Polícia Civil investiga o incêndio de uma mansão no interior do Rio Grande do Sul avaliada em R$ 3 milhões e que faz parte de uma investigação de pirâmide financeira. O incidente aconteceu na manhã da segunda-feira (27).

De acordo com a delegada titular do Departamento de Polícia de Taquara, Rosane de Oliveira, a perícia esteve no local na tarde da ocorrência, mas como o ambiente ainda estava muito quente, dificultou o trabalho dos peritos.

“Não tinha como fazer uma perícia mais detalhada porque ainda estava em chamas o local; muito quente. O perito falou que a combustão foi bem grande”, disse Oliveira ao Portal do Bitcoin.

Segundo a delegada, ainda não há informação de quem quem iniciou o fogo; se o incêndio foi criminosos ou não, e se alguém adentrou na propriedade. “Os vizinhos não quiseram se manifestar”, acrescentou.

O incêndio e a pirâmide financeira

De acordo com o tenente David Pereira Dias, comandante do Corpo de Bombeiros de Taquara, sua equipe chegou no local por volta das 6h15 de segunda e a operação não demorou muito. Antes, porém, eles tiveram que cortar o portão de resgatar os cães que estavam no local.

“A operação durou um pouco mais porque teve que cortar o portão e resgatar os cães. Tinha muitos cães bravos lá dentro. Mas nós temos um pessoal treinado e a captura deles levou cerca de 5 minutos”, relatou o Dias à reportagem.

Sobre o dano, apesar das imagens que circulam na internet sugerirem estrago total, Dias disse que não foi total. “Foi na sala da residência e no set de piscina que eles botaram fogo”, comentou.

Lavagem de dinheiro

A residência estava interditada desde a Operação Faraó, quando na ocasião, em 05 de junho, a polícia prendeu suspeitos de crime de estelionato e lavagem de dinheiro, segundo o delegado do caso Ivanir Caliari.

De acordo com as investigações, reportou o jornal Zero Hora, a propriedade está relacionada a dois homens considerados mentores de um golpe financeiro através da empresa de consultoria Mind7se. O prejuízo aproximado de mais de cem vítims é de cerca de R$ 25 milhões.

Na época da operação, Caliari explicou que a investigação apontou um esquema envolvendo a compra de imóveis com repasse de lucro aos clientes que vinha acontecendo desde 2017. Após um determinado período de aplicações pelos clientes, as parcelas não eram mais pagas, pois a compra e venda não existiam.