sob notas de dólares estão moedas de bitcoin, ethereum, ao lado de celular com logo FTX
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As principais criptomoedas são negociadas com pouca variação nesta sexta-feira 13, enquanto traders de ações reagem ao avanço do preço do petróleo em meio à escalada do conflito entre o grupo Hamas e Israel. 

O Bitcoin (BTC) mostra estabilidade nas últimas 24 horas, negociado a US$ 26.767, segundo dados do Coingecko.   

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Em reais, o BTC sobe 0,2%, cotado a R$ 136.680, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

Com sinais de menor demanda por staking, o Ethereum (ETH) recua 0,2%, para US$ 1.546.  

As altcoins também estacionam, entre elas BNB (-0,1%), XRP (+0,1%), Dogecoin (+0,7%), Cardano (+0,3%), Solana (+0,4%), Polkadot (+0,5%), Polygon (+0,3%), Shiba Inu (-0,2%) e Avalanche (+1,3%). 

Decisão da SEC sobre ETF da Grayscale 

Acaba nesta sexta o prazo para que a SEC, a CVM dos EUA, decida se vai recorrer da decisão judicial favorável à Grayscale Investments para transformar seu GBTC, o maior fundo e Bitcoin do mundo, em um fundo de índice (ETF) de BTC à vista (spot). 

Embora muitos observadores não acreditem que a agência irá recorrer, analistas dizem que a SEC pode buscar maneiras de adiar a decisão. 

“Acho difícil essa aprovação ocorrer, mas estou curioso para ver qual será a saída encontrada pela SEC, pois as opções para negativa ou adiamento estão se esgotando”, disse ao Valor Vinícius Bazan, head de criptoativos da Empiricus Research. 

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Apesar da expectativa em torno da aprovação desse tipo de produto, a Coinbase avalia que a decisão está parcialmente precificada. 

Na quinta, a Ark Invest, gestora de ativos fundada por Cathie Wood, apresentou à SEC um segundo pedido alterado de ETF de Bitcoin spot. 

A versão mais recente, apresentada em 11 de outubro, introduz avisos adicionais de risco associados à rede Bitcoin que podem afetar negativamente o preço de um ETF, entre outros pequenos ajustes. 

Pistas sobre hack da FTX apontam para russos 

A Elliptic, empresa que monitora dados em blockchains, diz que há uma “possibilidade mais forte” de que o misterioso hacker da exchange cripto FTX seja uma entidade ligada à Rússia. 

De acordo com o Decrypt, o fato de os fundos terem sido movimentados enquanto o fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, estava em um tribunal de Manhattan lança dúvidas sobre a hipótese de que ele teria roubado o dinheiro. 

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A análise da Elliptic mostra que, desde a invasão em novembro de 2022, grande parte dos lucros foi transferida para a rede Bitcoin e executada por meio do ChipMixer – um mixer de Bitcoin não licenciado e fechado pelo Departamento de Justiça dos EUA no início deste ano. 

“Dos ativos roubados que podem ser rastreados através do ChipMixer, quantias significativas são combinadas com fundos de grupos criminosos ligados à Rússia, incluindo grupos de ransomware e mercados ‘darknet’, antes de serem enviadas para exchanges”, escreveu a Elliptic. “Isso aponta para o envolvimento de um corretor ou outro intermediário ligado à Rússia.” 

Julgamento de Sam Bankman-Fried 

Em seu terceiro dia de depoimento, Caroline Ellison, ex-CEO da Alameda Research, foi interrogada por Mark Cohen, principal advogado de Bankman-Fried. 

Com perguntas repetitivas, Cohen não conseguiu que Ellison, que comandava o braço de trading da FTX, caísse em contradição e até foi criticado por essa tática por Lewis Kaplan, juiz que preside o caso, segundo o CoinDesk

Mas o destaque da audiência na quinta-feira foi o depoimento de Christian Drappi, ex-desenvolvedor de software da Alameda, que descreveu a famosa reunião na qual Ellison revelou as irregularidades praticadas pela FTX aos funcionários, em 9 de novembro de 2022. 

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A conversa foi gravada por um trader da Alameda e enviada a Drappi. O trader, que havia sido contratado dias antes, pediu demissão 24 horas após a reunião. 

De acordo com a gravação, Drappi perguntou a Ellison se a Alameda havia emprestado recursos da FTX por meio de um programa que permite aos clientes emprestar seus depósitos a outros clientes para negociação. Ellison respondeu que os empréstimos à Alameda foram feitos por meio de um canal especial. 

“Isso parece muito ruim”, respondeu Drappi, que também pediu demissão. 

Outros destaques das criptomoedas  

A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou um pedido de liminar apresentado pelo Escritório Zveiter, administrador da massa falida da GAS Consultoria, fundada por Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoin, informou o jornal O Globo.  

A liminar tinha como objetivo transferir os bens da GAS, apreendidos durante a Operação Kryptos em 2021, para a Justiça estadual, de forma a iniciar o ressarcimento de clientes lesados. Segundo o STJ, os bens e ativos apreendidos, avaliados em R$ 400 milhões, são de origem ilícita ou utilizados como instrumento do crime e, portanto, não podem migrar para o processo de falência. 

Nos EUA, Stephen Ehrlich, cofundador da plataforma de crédito cripto Voyager Digital, foi acusado na quinta-feira (12) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) de enganar clientes sobre a segurança de seus ativos. O processo aponta que o executivo cometeu fraude e operou um “pool” de commodities não registrado, uma classificação da agência para várias criptomoedas como o Bitcoin, segundo o Decrypt

Ainda nos EUA, um ex-CEO se declarou culpado na quinta-feira de envolvimento em um esquema ligado a contratos futuros de criptomoedas, conforme o The Block. O Departamento de Justiça classificou as acusações como as primeiras do tipo em um processo contra Peter Kambolin, 48, proprietário e então diretor-presidente da Systematic Alpha Management. De acordo com promotores, entre janeiro de 2019 e novembro de 2021, Kambolin “alocou de forma fraudulenta lucros e perdas em negociações de futuros”. 

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