O JPMorgan divulgou um relatório na quarta-feira (22) afirmando que os últimos casos de ataques em protocolos DeFi mostram que o setor ainda mostra uma fraqueza importante para os investidores tradicionais.
No último sábado (20), o KelpDAO, projeto que usa a blockchain Solana, sofreu um hack que resultou na perda de US$ 292 milhões e na retirada de US$ 10 bilhões do projeto logo na sequência.
“O incidente provocou saídas de capital de pools sem exposição direta ao ativo comprometido, mostrando que a interconectividade da DeFi pode ser uma fraqueza durante eventos adversos”, disseram os analistas do JPMorgan, conforme aponta o The Block.
O banco de investimentos aponta que a insegurança que permeia os projetos de finanças descentralizadas comprometem um crescimento para além do nicho de criptomoedas.
Além das questões de segurança, o relatório destaca que o crescimento do setor DeFi também tem sido limitado quando analisado em termos de ETH — métrica considerada mais precisa por eliminar o efeito da valorização dos preços.
Embora o valor total bloqueado (TVL) tenha acompanhado a alta do mercado cripto em dólares ao longo dos últimos anos, esse avanço praticamente não se sustentou em ETH, permanecendo relativamente estável. Na prática, isso indica que o setor não vem atraindo novos recursos de forma consistente, mas apenas refletindo oscilações de preço, o que reforça a percepção de estagnação estrutural.
“Isso levanta questões sobre o futuro do setor DeFi e se ele pode alcançar o crescimento orgânico necessário para sustentar uma adoção institucional mais ampla”, diz o estudo, liderado pelo diretor-gerente Nikolaos Panigirtzoglou.
Leia também: Ataque de R$ 1,4 bilhão na Solana levanta questões sobre a segurança DeFi
Outro reflexo do mais recente ataque é uma saída de recursos dos ambientes DeFi, que acabam entrando como volume para as stablecoins.
“Participantes de DeFi tendem a preferir USDT, atraídos pela maior liquidez da Tether em exchanges centralizadas e pela saída mais imediata que ele oferece em momentos de estresse on-chain. Em outras palavras, o USDT parece ser o veículo preferido de ‘fuga para segurança’ para saídas rápidas de posições on-chain”, apontam os analistas.
Apesar disso, os especialistas ressaltam que essa migração ainda não se refletiu no crescimento da capitalização de mercado do USDT.
“Em suma, vulnerabilidades persistentes de segurança e um TVL estagnado continuam limitando o apelo institucional de DeFi, enquanto cada novo hack reforça um padrão de busca por segurança que tende a favorecer o USDT da Tether”, concluíram.
Crédito sem burocracia de banco, sem impedimento de score! No MB, seus ativos digitais podem virar garantia para um crédito liberado em até 5 minutos, direto pelo app. Você mantém a sua estratégia enquanto organiza o que precisa, com pagamento único em até 12 meses e taxas a partir de 1,69% ao mês. Conheça agora!











