Imagem da matéria: Inflação na Argentina está entre as 10 maiores do mundo ao lado de Venezuela e Irã
Foto: Shutterstock

Argentina está entre os dez países do mundo com maior inflação (36% ao ano) ao lado de nações como Venezuela (6.500%) e Zimbábue (495%), conforme análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicada pelo Clarín.

Segundo o Clarín, embora a Argentina tenha melhorado no ranking mundial no ano passado, o país só saiu do quarto para o oitavo lugar. “Estamos na companhia de países com graves problemas como o Zimbábue e Sudão”, descreveu o jornal argentino, acrescentando que “a promessa de inflação de um dígito é uma miragem”.

Publicidade

No contexto regional, sugere o jornal, a Argentina figura numa antítese com os vários países cuja inflação anual fica abaixo de 2%.

Segundo projeções do último relatório do FMI para este ano, a inflação da Argentina ainda pode sofrer mudanças. Segundo o jornal, há projeções de 32% e de 36,9% de inflação projetados. Caso venha a se confirmar os 32%, o país ou pode subir no ranking, de o oitavo para sétimo. Mas se os cálculos feitos por consultorias privadas estiverem corretos (36,9%), a tendência é permanecer no mesmo lugar.

Venezuela tem maior inflação

A Venezuela, que amarga uma uma hiperinflação há anos, lidera de longe o ranking dos países que sofrem com fenômeno econômico devastador. Depois dela e do Zimbábue, os países com maior inflação são: Sudão (198,9%), Líbano (144,5%), Suriname (104,9%), Iêmen (45,4%) e Irã (35%).

O Brasil está bem longe destes números. Mesmo com a alta de vários produtos, como arroz, batata e óleo, por exemplo, a projeção de inflação para este ano pode ficar na casa dos 4%. Segundo o UOL, mesmo assim, a inflação deste mês já é maior para novembro em 5 anos.

Publicidade

Inflação no mundo

Dos 189 países para os quais o FMI coleta estatísticas, apenas 17, ou seja, menos de um em cada dez, registram inflação igual ou superior a 10% ao ano, reportou o Clarín.

No ano passado, na América do Sul, a Argentina era o segundo país com pior desempenho depois da Venezuela, mas estava muito atrás de todos os outros. Por exemplo, o Uruguai, Brasil, Colômbia e Chile, ficaram com inflação abaixo dos 10% — 8,8%; 4,3%; 3,8% e 3%, respectivamente.

Mesmo com o aumento de preços nos países vizinhos, a inflação anual esperada para este ano nos países da região não supera em nenhum caso nem mesmo a cifra de outubro na Argentina. 

Atualmente muitos países estiveram à beira da deflação nos últimos doze meses em meio a uma queda de preços. Destes, o Clarín citou alguns: Cingapura, França e Japão estão em 0%, enquanto Portugal registra -0,1%; Alemanha -0,2%; Itália -0,3%; Suíça -0,6%; Espanha -0,9%; Irlanda -1,5%; e China -2,2%.

VOCÊ PODE GOSTAR
Cachorro Shiba Inu que inspitou Dogecoin

Kabosu, a cachorrinha que inspirou a Dogecoin, falece aos 18 anos

Kabosu sofria de doença crônica e já era muito idosa; segundo sua dona, a cachorrinha “faleceu silenciosamente”
Moeda prateada da Chainlink com reflexo em um fundo roxo

Chainlink sobe 18% ao lançar projeto piloto em Wall Street com JP Morgan, BNY Mellon e DTCC

A DTCC anunciou que acaba de concluir um projeto piloto de tokenização com gigantes de Wall Street, como JP Morgan e BNY Mellon, aproveitando o CCIP da Chainlink
Fazenda de Mineração de criptomoedas Salto del Guairá Paraguai -ANDE

Paraguai usa inteligência artificial para encontrar fazenda ilegal de mineração de Bitcoin

Autoridades apreenderam 176 ASICs em Saltos de Guairá com ajuda de sistema que mede a tensão de redes elétricas
CEO da Galaxy Digital, Mike Novogratz, em entrevista ao BNN Bloomberg no YouTube

O Bitcoin precisa de uma nova narrativa para voltar a subir, segundo CEO da Galaxy Digital

Mike Novogratz também acredita que o preço do BTC flutue entre US$ 55 mil e US$ 75 mil até que novos eventos ocorram