Imagem da matéria: Grécia decide preliminarmente que russo preso por lavar US$ 4 bilhões com bitcoin será extraditado ao seu país
(Foto: Pixabay)

A Suprema Corte da Grécia decidiu, preliminarmente, nesta terça-feira (04), que o russo Aleksandr Vinnik, acusado pelos Estados Unidos de lavar US$ 4 bilhões com bitcoin, deve ser extraditado ao seu país de origem. Sua extradição é disputada por três países: Rússia, França e EUA.

O tribunal grego emitiu uma decisão preliminar apoiando a extradição de Vinnik para a Rússia, mas o veredito ficou programado, segundo o The New York Times (NYT), para a próxima semana.

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Desde a sua prisão em solo grego no ano passado, à pedido dos EUA, a Justiça americana tem sido a autoridade mais centrada em ter Vinnik em seu tribunal, visto que, além dos crimes de lavagem de dinheiro, o russo também poderia ‘ajudar’ no caso das eleições presidenciais de 2016.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) acusou 12 supostos espiões russos de interferirem nas eleições através de uma invasão cibernética no banco de dados do Partido Democrata, da então candidata à presidência, Hillary Clinton.

Apurou-se, então, que R$ 95 mil em bitcoins foram usados na ação para compra de serviços de internet que serviram de rota para o ataque hacker.

E é nesse ponto que o russo, agora mais longe dos tribunais americanos, poderia dar mais clareza, já que há indícios que ele lidou com alguns bitcoins que chegaram ao ‘Fancy Bear’, um grupo de hackers supostamente russo.

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Quando os EUA pediu sua prisão e logo em seguida sua extradição, não mencionaram o caso das eleições, mas Vinnik é acusado de operar a extinta exchange de bitcoin ‘BTC-e’, bolsa esta suspeita, segundo a promotoria americana, de financiar a invasão que acabou prejudicando Clynton.

Reviravolta

A Grécia, inicialmente, pareceu disposta a cumprir o pedido de extradição solicitado pelos EUA que já havia sido discutido em outubro do ano passado e recebeu o apoio de três juízes na cidade de Solonica, no norte do país.

Os advogados de Vinnik entraram, então, com uma apelação à Suprema Corte da Grécia.

Em seguida, a França também exigiu sua extradição, alegando que ele havia fraudado cerca de 100 cidadãos franceses por meio de sua plataforma de Bitcoin.  E assim, os juízes da cidade de Salonica mudaram de curso e concordaram em extraditá-lo para solo francês.

Em menos de um mês, a mesma Corte mudou a decisão e aceitou o pedido da Rússia para que Vinnik fosse extraditado ao seu país.

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O provável motivo, segundo o NYT, foi para que as relações entre o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras o presidente russo Vladimir Putin, um pouco abaladas, tornassem mais amistosas.


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