Imagem da matéria: Ex-presidente de associação da Atlas Quantum é flagrado furtando cones em Brasília
Fernando Furlan na Bitconf VI (Foto: Portal do Bitcoin)

Fernando Furlan, ex-presidente da Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB) e ministro interino do ministério do Desenvolvimento do governo Dilma Rousseff, foi acusado de furtar cones de trânsito no estacionamento de prédio em Brasília no último final de semana.

A direção do condomínio registrou a ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal no sábado (22), segundo documentos obtidos pelo Correio Braziliense.

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De acordo com imagens, o advogado estava de passageiro em um automóvel branco. O condutor do veículo parou longe de onde estavam os cones. Furlan então anda vários metros pega os acessórios e os coloca no porta-malas. A ação demora cerca de um minuto.

Na segunda-feira (24), acompanhado de um advogado, Furlan, que atualmente trabalha como assessor no Supremo Tribunal Federal (STF), prestou depoimento à polícia.

Advogado lamentou repercussão

Procurado pelo Portal do Bitcoin, Furlan disse que no sábado (22) pegou dois cones emprestados para ensinar a filha a fazer baliza e os devolveu no domingo, antes da polícia entrar em contato com ele.

“Aluguei um carro no final de semana para minha filha, que está fazendo 18 anos treinar baliza, e esses cones estão aqui no meio da rua. Imaginei que fossem do governo”.

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Segundo Furlan, o pessoal do prédio poderia tê-lo alertado que os cones eram deles.

“Era sábado e não tinha mais lojas abertas. Eu não tinha nenhuma intenção maldosa por trás disso. A minha versão é essa e não tenho nada para esconder. Se fosse fazer alguma coisa errada não iria fazer à luz do dia na frente de todo mundo”, disse à reportagem.

Furlan foi ministro interino no governo Dilma. Crédito: ASCOM/MDIC

Associação e Atlas Quantum

O advogado esteve à frente da ABCB, associação montada pela Atlas Quantum, até meados do ano passado. A empresa, que na verdade era uma pirâmide financeira disfarçada de startup de bitcoin, deu um golpe em milhares de clientes.

A ABCB era mantida totalmente com o dinheiro da Atlas, que, segundo a própria empresa, tinha um custo de R$ 200 mil por mês — do qual parte expressiva era com os altos salários da diretoria.

Em janeiro deste ano, ele disse que sua saída da ABCB não significava que não possa assumir novos projetos com a entidade no futuro.

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Ao ser questionado sobre os escândalos envolvendo a Atlas, se ele achava que poderia se tratar de um esquema fraudulento, Furlan foi bastante cauteloso: “Minha percepção é que não. Mas vamos aguardar para ver”. 

Passagem pelo Cade e governo Dilma

Fernando de Magalhães Furlan foi ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entre 2011 e 2012. 

Em maio de 2016, assumiu interinamente o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do governo Dilma Rousseff após a saída de Armando Monteiro, então senador.

*Colaborou Cláudio Goldberg Rabin

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