Imagem da matéria: Dupla abre caixão de homem que deu golpe de R$ 30 milhões em SP por desconfiar de morte
Thiago Troncoso. (Foto:Reprodução/YouTube)


A Polícia Civil de Palmares Paulista (SP) abriu um inquérito para investigar quem são as pessoas que, no sábado (6), mexeram no cadáver de Thiago Troncoso, empresário acusado de dar golpe de R$ 30 milhões que foi encontrado morto na semana passada. A informação foi publicada no jornal Diário da Região e veiculada em rádios do interior de São Paulo.

De acordo com informações repassadas pela polícia aos veículos, um homem e uma mulher foram ao cemitério do município, onde o empresário foi enterrado no sábado (6), fingiram ser membros Justiça e pediram para o coveiro desenterrar o corpo. Quando o caixão foi aberto, os suspeitos teriam apertado a bochecha de Troncoso, tirado fotos e chutado vasos de flores ao lado do túmulo.

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O Portal do Bitcoincontatou a delegacia do município, mas o delegado responsável não estava presente. Advogados e moradores da região confirmaram a história para a reportagem. Na cidade, muitos duvidavam que o empresário havia morrido. Eles achavam que a morte dele era apenas mais um golpe. No boletim de ocorrência, a causa da morte consta como suicídio.

Mexer em cadáver é crime previsto no Artigo 212 do Código Penal Brasileiro. O termo jurídico para a conduta é vilipêndio. A pena é de detenção de um a três anos, além de multa.

Entenda a história

Troncoso, encontrado morto em um hotel de Balneário Camboriú (SC) na semana passada, vendia supostos pacotes de investimentos atrelados a criptomoedas por meio de um esquema chamado ‘Projeto Rota 33’. Ele e outros quatro sócios prometiam até 20% de lucro sobre os aportes financeiros.

O empresário e os outros membros do projeto não tinham autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para oferecer contratos de investimentos coletivo (CIC). A autarquia havia aberto um processo administrativo para investigar o caso.

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Desde o final de 2019, Troncoso deixou de pagar os investidores. A estimativa é que o ‘Projeto Rota 33’ tenha prejudicado 700 pessoas e deixado uma dívida de R$ 30 milhões. Só no tribunal de Justiça de São Paulo há pouco mais de 100 processos que citam o empresário.

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