CoinMarketCap lança ferramenta para impedir volumes falsos de exchanges

CoinMarketCap lança nova ferramenta que impede volumes falsos de exchanges
(Foto: Shutterstock)


O popular site de rankings de criptomoedas CoinMarketCap lançou na terça-feira (12) a Liquidity, uma nova ferramenta de classificação de exchanges e de volumes de negociações no mercado de criptomoedas.

Anunciada pelo CoinMarketCap pela primeira vez no mês passado, o site disse que o nova ferramenta faz parte de um esforço em combater volumes falsos de negociações em exchanges.

A prática ilegal de criar volumes falsos é abominada no mercado financeiro. Contudo, foi por meio dela que empresas do Grupo Bitcoin Banco (GBB) no Brasil lesaram milhares de investidores com a chamada ‘arbitragem infinita’.

Volume no Coinmarkecap

De acordo com o CoinMarketCap, a nova métrica substitui o volume e serve como padrão para o ranking de pares do sites.

Ela analisa vários fatores, incluindo grandes alterações no livro de ordens, principalmente se há muita diferença no preço médio de mercado de uma criptomoeda. Os cálculos são feitos aleatoriamente, mas ao longo de 24 horas se tem a média do resultado.

“Acreditamos que nossa metodologia maleável vai tornar nossa métrica muito difícil de ser manipulada, pois a ordem tem que ser colocada num preço próximo ao médio, senão a Liquidity vai pegar”, disse Carylyne Chan, diretora de estratégias do CoinMarketCap.

Volumes NegocieCoins 

No início de maio deste ano, antes mesmo de ruir o esquema de arbitragem infinita que envolvia as corretoras brasileiras NegocieCoins e TemBTC, o Coinmarketcap já prenunciava que algo poderia estar errado.



No final daquele mês, o site deixou de usar o preço da exchange no cálculo do preço geral do Bitcoin.

Um mês antes, a NegocieCoins já era notícia por movimentar 100.000 Bitcoins em 24 horas, o equivalente a mais de R$ 2 bilhões na época — antes de ser adquirida pelo GBB, a NegocieCoins tinha um marketshare no Brasil inferior a 1,5%. Nos três meses seguintes, a corretora chegou a 17% e depois a mais de 60%.

Aquilo causou desconfiança e a corretora teve que vir a público para esclarecer, pois comentários sobre falsos volumes já começavam a se alastrar.

Isso porque a Negociecoins passou a ocupar a primeira posição em volume de negociação.

Veio à tona então, uma suposta fraude interna que teria causado um prejuízo de R$ 50 milhões à exchange e os problemas com saques começaram a aparecer. 

Recentemente o Bitcoin Banco entrou com pedido de recuperação judicial para todas as empresas do grupo. De acordo com a empresa, o GBB deve R$ 617 milhões a mais de seis mil clientes.


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