Buscar no site

Citigroup irá oferecer ações tokenizadas de empresas privadas como SpaceX

Citi lança plataforma de ações tokenizadas de empresas, em meio à disputa por acesso a gigantes como SpaceX, OpenAI e Anthropic

Imagem da matéria: Citigroup irá oferecer ações tokenizadas de empresas privadas como SpaceX
Foto: Shutterstock

O Citigroup está lançando uma plataforma baseada em blockchain para permitir que clientes ricos e institucionais negociem ações tokenizadas de empresas privadas. A iniciativa, revelada pelo Wall Street Journal, marca mais um avanço de grandes bancos de Wall Street na tokenização de ativos financeiros tradicionais.

No primeiro momento, a plataforma estará disponível apenas para investidores estrangeiros. O Citi afirmou que já conversa com algumas das maiores empresas privadas para participar do projeto, mas não revelou nomes específicos.

A novidade chega em um momento de forte interesse do mercado por companhias privadas de alto crescimento, especialmente em setores como inteligência artificial, tecnologia e espaço. Empresas como SpaceX e Anthropic vêm sendo acompanhadas de perto por investidores, enquanto demoram mais tempo para abrir capital. Esse cenário criou uma demanda por acesso institucional a ações de empresas privadas, um mercado que tradicionalmente é restrito, pouco líquido e concentrado em grandes investidores.

Com a tokenização, a ideia é transformar participações ou instrumentos ligados a essas ações em tokens registrados em blockchain. Na prática, isso pode facilitar negociação, registro, liquidação e distribuição desses ativos, embora a estrutura exata dependa de regras regulatórias, custodiais e contratuais de cada produto.

Leia também: Brasileiros poderão investir na SpaceX pela B3 a partir desta sexta-feira

A entrada do Citi nesse segmento reforça uma tendência que já vinha sendo desenhada pelo banco nos últimos anos. Em 2023, a instituição projetou que o mercado de valores mobiliários tokenizados poderia chegar a até US$ 4 trilhões até 2030 e classificou a tokenização como um possível “caso de uso matador” da blockchain.

No mesmo ano, o Citi lançou um piloto do Citi Token Services, produto que converte depósitos de clientes em tokens digitais em uma blockchain privada para permitir transferências internacionais quase instantâneas. Mais recentemente, o banco também entrou em um consórcio apoiado pelo JPMorgan para criar uma rede de depósitos tokenizados, com lançamento previsto para a primeira metade de 2027, segundo relatos da imprensa internacional.

A nova plataforma voltada a ações de empresas privadas coloca o Citi ao lado de outras iniciativas que tentam levar o mercado de participações privadas para a infraestrutura blockchain. A Republic anunciou planos para oferecer tokens que acompanham ações de empresas como SpaceX, OpenAI e Anthropic, com investimentos a partir de US$ 50.

A Robinhood também avançou nessa direção ao oferecer ações tokenizadas da OpenAI e da SpaceX para usuários europeus, usando a rede Arbitrum. A iniciativa, porém, gerou reação da OpenAI, que afirmou não ter autorizado nem endossado os tokens ligados à empresa.

A aposta do Citi mostra que a tokenização deixou de ser apenas uma tese do mercado cripto e passou a integrar a estratégia de grandes bancos globais. O movimento também reforça uma disputa cada vez mais evidente: quem vai controlar o acesso a empresas privadas de alto valor — o mercado financeiro tradicional, as plataformas cripto ou uma combinação dos dois.

Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!