O Bitcoin começa a semana em alta, operando acima de US$ 65 mil nesta segunda-feira (15) após notícias de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, aliviando as preocupações que haviam de uma escalada do conflito e do impacto inflacionário que vinha dessa situação com a alta do petróleo.
Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 1,7%, cotado a US$ 65.703 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 331.870, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, avança 3% a US$ 1.726. Já o XRP sobe 3,5%, enquanto a Solana tem alta de 4,4% e a BNB avança 0,6%.
A melhora de humor acompanha os mercados globais após o anúncio do acordo de paz entre EUA e Irã. De acordo com a imprensa americana, o acordo entrará em vigor na próxima sexta-feira (19) e, segundo o presidente Donald Trump, os EUA suspenderão o bloqueio naval e o Estreito de Ormuz será reaberto após a assinatura do acordo.
“Os mercados estão reavaliando o risco após notícias de um acordo de paz entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, desencadeando um movimento generalizado de apetite por risco em diversos ativos”, disse Dominick John, analista da Zeus Research. “Esse movimento é impulsionado pelo posicionamento e pela rotação de risco, e não por uma mudança nos fundamentos.”
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Min Jung, pesquisador associado da Presto Research, compartilhou opiniões semelhantes, afirmando que o Bitcoin e o Ethereum provavelmente subiram devido à melhora no apetite por risco após as notícias do acordo de paz terem amenizado as preocupações com uma possível escalada geopolítica.
Com esse cenário, os preços do petróleo bruto caíram mais de 4%, atingindo seus níveis mais baixos em mais de três meses. Os contratos futuros do petróleo WTI recuaram 4,84%, para US$ 80,77 por barril, enquanto o petróleo Brent caiu 4,33%, para US$ 83,53 por barril.
Além disso, um outro fator também ajuda o mercado: a virada para positivo dos fluxos dos ETFs de Bitcoin. Os fundos de BTC registraram US$ 85,9 milhões em entradas líquidas na sexta-feira, o maior fluxo diário desde 14 de maio, encerrando uma sequência de saídas que totalizou mais de US$ 400 milhões em quatro sessões.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, “a configuração técnica atual — alto open interest com taxas de financiamento em queda — é exatamente o tipo de configuração de mercado que costuma indicar sinais de reversão: o mercado começa a subir, o sentimento permanece pessimista e a maioria continua posicionada na baixa, criando as condições para um short squeeze agressivo”.
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