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Bitcoin hoje: BTC mantém os US$ 85 mil e mira sequência de alta não vista desde 2012

Bitcoin se mantém perto dos US$ 86 mil e caminha para fechar julho, agosto e setembro no positivo, sequência que não ocorre desde 2012

Imagem da matéria: Bitcoin hoje: BTC mantém os US$ 85 mil e mira sequência de alta não vista desde 2012
Foto: Shutterstock

O Bitcoin opera na casa de US$ 85 mil nesta quarta-feira (23) e caminha para completar uma sequência que não registra há 14 anos. Depois de subir em julho e agosto, a maior criptomoeda do mercado acumula alta de cerca de 10% em setembro e pode fechar três meses consecutivos no positivo entre julho e setembro pela primeira vez desde 2012.

Nesta manhã, o Bitcoin tem leve queda de 0,4%, cotado a US$ 85.764 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 439.767, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, recua 0,5%, a US$ 2.731. Já o XRP sobe 3,1%, enquanto a Solana tem queda de 0,1% e a BNB cai 0,6%.

O BTC avançou 4,8% em julho e 25,2% em agosto. Em setembro, a valorização estava em 10,9% até o momento. A última vez em que a criptomoeda conseguiu terminar julho, agosto e setembro no azul foi em 2012, quando subiu 41%, 6,4% e 24,4%, respectivamente.

O precedente chama atenção pelo que aconteceu depois. Naquele ano, outubro interrompeu a sequência com uma queda de 9,7%. O Bitcoin chegou a US$ 10,17 em 26 de outubro e, a partir daquela mínima, iniciou uma alta de mais de 2.000% em 165 dias, alcançando US$ 230 em abril de 2013.

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A comparação, porém, deve ser vista com cautela. Esse padrão ocorreu apenas uma vez no histórico do Bitcoin e, portanto, não oferece amostra suficiente para indicar que 2026 seguirá trajetória semelhante. O próprio mercado atual é muito diferente daquele de 2012, com ETFs, investidores institucionais e um ambiente regulatório que não existiam naquela época.

A sequência positiva ganhou força sobretudo desde agosto. O Bitcoin acumula alta de aproximadamente 29% nos últimos 35 dias e voltou a negociar acima das médias móveis de 50 e 200 semanas, segundo Tony Dicarlo, diretor de propostas institucionais da RootstockLabs.

Zcash dispara 10% e petróleo ajuda mercado cripto

A alta desta quarta-feira não ficou restrita ao Bitcoin. A Zcash liderava os ganhos entre as principais criptomoedas, com valorização de cerca de 10%, para mais de US$ 1.600, enquanto Hyperliquid e Dogecoin subiam perto de 4%.

O ambiente externo continua ajudando os ativos de risco. O petróleo recuou nos últimos dias com sinais de possível redução das tensões no Oriente Médio e perspectivas de melhora do fluxo pelo Estreito de Ormuz. O Brent caiu para perto de US$ 100, enquanto os rendimentos de títulos também cederam. Energia mais barata tende a aliviar parte das preocupações com inflação, um fator importante depois de o Federal Reserve ter elevado os juros na semana passada.

Nos Estados Unidos, o Nasdaq também renovou sua máxima intradiária na terça-feira, apoiado principalmente pelas ações de tecnologia e pelo otimismo em torno da inteligência artificial.

O Bitcoin ainda conta com a retomada da demanda pelos ETFs à vista. Os fundos americanos receberam US$ 998,95 milhões em entradas líquidas na segunda-feira, maior volume diário em 11 meses. O IBIT, da BlackRock, respondeu por US$ 381,4 milhões, enquanto o ARKB, da Ark Invest e 21Shares, recebeu US$ 289,1 milhões e o FBTC, da Fidelity, US$ 238,8 milhões.

O cenário regulatório americano também continua no radar. O Comitê de Serviços Financeiros da Câmara aprovou na semana passada, por 28 votos a 21, um projeto que busca transformar em lei a Reserva Estratégica de Bitcoin dos Estados Unidos. O texto ainda precisa avançar no plenário da Câmara e depois no Senado para se tornar lei.

Ao mesmo tempo, a SEC anunciou recentemente uma exceção regulatória temporária para permitir, sob determinadas condições, a negociação on-chain de ações tokenizadas nos Estados Unidos. Esses movimentos ajudaram a melhorar o sentimento do setor depois que o Clarity Act não conseguiu avançar no Senado na semana passada.

Apesar do ambiente mais positivo, a região dos US$ 90 mil continua sendo uma resistência importante no curto prazo. O Bitcoin chegou a US$ 87,3 mil nesta semana antes de perder força, enquanto o crescimento recente da alavancagem no mercado de derivativos aumenta a possibilidade de oscilações mais fortes.

Por enquanto, porém, o BTC permanece perto das máximas recentes e caminha para terminar setembro no positivo. Caso mantenha o ganho até o fim do mês, terá completado uma sequência de altas entre julho e setembro que o mercado não via desde 2012 — ainda que o precedente histórico, sozinho, diga pouco sobre o que acontecerá a partir de outubro.

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