O Bitcoin começa a semana lutando para se manter acima de US$ 60 mil, após passar o fim de semana abaixo do patamar em meio a incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã diante de novos ataques entre os dois países no Oriente Médio, além da pressão dos fluxos de saída dos ETFs de BTC e o cenário macroeconômico que mantém os investidores cautelosos.
Nesta manhã, o Bitcoin tem leve alta de 0,2%, cotado a US$ 60.149 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 314.401, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 0,4% a US$ 1.579. Já o XRP avança 0,5%, enquanto a Solana tem alta de 2,9% e a BNB fica estável.
O mercado de criptomoedas abriu esta segunda-feira (29) estável tentando absorver a redução das tensões no conflito entre EUA e Irã que impulsiona os contratos futuros de ações, mas não afeta os ativos digitais. O site Axios noticiou no domingo que os dois países concordaram em interromper totalmente os ataques e se reunir nesta semana no Catar para retomar as negociações sobre o Estreito de Ormuz e buscar um fim mais amplo para o conflito.
Com isso, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 sobem 0,5% nesta manhã, mas as criptomoedas não acompanham o movimento.
Essa falta de reação segue o padrão das últimas duas semanas. O Bitcoin disparou com a assinatura do acordo de paz em 19 de junho, mas devolveu os ganhos à medida que a postura mais rígida do Federal Reserve e as saídas de capital dos ETFs voltaram a pesar.
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Neste cenário e com tantas mudanças de rumo desde o início do conflito, os traders agora enxergam a reunião no Catar apenas como mais uma possibilidade incerta do que como um catalisador real.
O teste para as criptomoedas nesta semana será acompanhar se realmente haverá um avanço nas negociações sobre o Irã no Catar e se elas produzirão resultados duradouros.
Além disso, investidores acompanharão se o dado de inflação do PCE mostrará um arrefecimento suficiente para alterar a narrativa do Fed, assim como o impacto do relatório de emprego no fim da semana.
Esses fatores precisam colaborar para dar ao Bitcoin um motivo para voltar a subir.
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