Imagem da matéria: Bitcoin derrete e recua para abaixo de US$ 20 mil; Ethereum perde o patamar de US$ 1 mil
(Foto: Shutterstock)

O mercado volta a registrar um dia de baixas generalizadas neste sábado (18) e as duas principais criptmoedas perdem patamares históricos. O bitcoin (BTC) escorrega para baixo dos US$ 20 mil pela primeira vez desde dezembro de 2020. O token aponta perdas de 8% e é negociado a US$ 19.423. Nos últimos sete dias, a principal criptomoeda em capitalização de mercado já perdeu 32%.

Durante a madrugada, o bitcoin chegou a registrar perdas ainda mais elevadas, sendo vendido na casa dos US$ 18.900, de acordo com dados do portal CoinMarketCap. No Brasil, o BTC aponta queda de 6,6%, aos R$ 100.017, ainda ligeiramente acima do nível dos R$ 100 mil, segundo o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

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O Ethereum (ETH) também perde o patamar dos US$ 1 mil, após um recuo de 9,2%. O ativo registra agora valor de US$ 986. Na semana, a desvalorização do ETH atinge 36%.

As altcoins também são atingidas pela onda negativa. BNB perde 6,6%, Cardano (ADA) cai 4,9% e Solana (SOL) recua 5,1%. Outras perdas importantes são de AAVE (11,1%), RUNE (10,4%) e LINK (9,4%). Na contramão, TFUEL sobe 9,9% e BCH aponta elevação de 5,8%.

As memecoins tampouco são poupadas do dia negativo. Dogecoin (DOGE), a favorita de Elon Musk – que está sendo processado por supostamente criar uma pirâmide com o ativo -, mostra perdas de 5,5%, enquanto Shiba Inu (SHIB) recua 3,9%.

Perda de patamar histórico

Além da baixa, preocupa o mercado o fato de que agora, pela primeira vez, desde que o bitcoin começou a circular em 2009, seu preço caiu abaixo da máxima histórica do halving anterior. Trata-se de algo inédito, como mostra reportagem do Portal do Bitcoin.

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Halving é um evento programado na blockchain do Bitcoin que, a cada quatro anos, corta pela metade a recompensa gerada por bloco minerado, diminuindo a emissão de novas moedas no mercado.

O último halving do bitcoin aconteceu em maio de 2020, e o topo histórico do ciclo anterior ao halving foi de US$ 19.783, registrado no dia 17 de dezembro de 2017, segundo dados do CoinDesk Bitcoin Price Index – um indicador que foi quebrado neste sábado.

Essa cotação demarcou o ápice daquele ciclo de alta e, após a correção do mercado nos anos seguintes, o preço voltou a subir para um novo recorde no final de 2020 — apenas meses depois do halving de maio daquele ano.

Fundo do poço

A capitalização de mercado de todas as criptomoedas está atualmente na faixa dos US$ 835 bilhões, com baixa de 7% nas últimas 24 horas. É um valor distante do recorde registrado 221 dias atrás, quando o mercado atingiu a faixa dos US$ 3 trilhões. Na ocasião, o preço do BTC era de $66.362, enquanto o ETH registrava $4.782.

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Investidores e analistas continuam a se perguntar qual será o fundo do poço para as criptomoedas. Segundo Sam Callahan, da Swan Bitcoin, a principal moeda pode mergulhar a um nível tão baixo como US$ 13.800, o que representaria uma redução de 80% frente ao seu recorde de preço (all-time high). Seria uma queda proporcional à registrada em dezembro de 2018, quando o token recuou para perto dos US$ 3 mil.

As seguidas quedas no preço fizeram com que o bitcoin tenha não apenas saído da lista dos dez ativos com mais valor do mundo, como também fique ameaçado de deixar do top 20. Atualmente o market cap do BTC é de US$ 393 bilhões e isso o coloca na 17ª posição do ranking elaborado pela Companies Market Cap.

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