Banco Central irá debater criptomoedas em conferência anual

Evento do Banco Central acontece em meio ao avanço da regulação cripto no Brasil e às discussões sobre stablecoins e novas tecnologias

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Prédio do Banco Central do Brasil (Foto: Diego Grandi/Shutterstock)

O Banco Central realizará entre os dias 13 e 15 de maio, em Brasília, a quarta edição de sua Conferência Anual, evento que deve colocar no centro do debate temas como criptomoedas, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas ao sistema financeiro.

A programação reúne pesquisadores, acadêmicos, economistas e representantes do mercado para discutir os impactos das transformações tecnológicas sobre a economia e o setor financeiro brasileiro.

O encontro acontece em um momento em que o Banco Central vem ampliando sua atuação sobre o mercado de ativos digitais no Brasil. Nos últimos meses, o regulador publicou uma série de normas voltadas às prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), criando regras para autorização, governança, compliance, segurança cibernética e integração de operações cripto ao mercado cambial brasileiro.

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A agenda oficial do BC para os próximos anos mostra que o tema ganhou caráter estratégico dentro da instituição. Em sua Agenda de Pesquisa 2026–2029, o Banco Central destacou tópicos como inteligência artificial, big data, blockchain, sistemas descentralizados de pagamento, criptomoedas, stablecoins e moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) como áreas prioritárias de estudo.

Na programação da Conferência, o BC terá painéis específicos para moedas digitais no segundo dia, com debates sobre dívidas tokenizadas, CBDCs e liquidez concentrada, contando com a participação de integrantes de universidades do exterior.

Outro eixo importante da conferência será inteligência artificial. A Agenda de Pesquisa do BC destaca que ferramentas de IA e aprendizado de máquina já vêm sendo estudadas para aplicações como detecção de fraudes, análise de dados econômicos, previsão macroeconômica e comunicação de política monetária.

Entre os painéis sobre o tema, o BC debaterá os efeitos econômicos dos Grandes Modelos de Linguagem na desregulamentação e como usar IA para monitorar os mercados financeiros, contando com integrantes do próprio BC, além do Federal Reserve e do Insper.

O mercado ficará atento, considerando a conferência anual do Banco Central não apenas como um espaço acadêmico, mas também como um termômetro das prioridades regulatórias e tecnológicas da instituição. Em um cenário de rápida transformação digital, temas antes periféricos — como blockchain, stablecoins e inteligência artificial — passaram a ocupar posição central nas discussões sobre o futuro do sistema financeiro brasileiro.

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