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Antônio Neto retorna ao Instagram e nega que Braiscompany aplicou golpe

“Quem era nosso cliente sabe muito bem que a empresa, contratualmente, não oferecia nem 1% de fixo mensal”, disse criador da Braiscompany

Imagem da matéria: Antônio Neto retorna ao Instagram e nega que Braiscompany aplicou golpe
Antônio Neto Ais, lider da Braiscompany (Foto: Reprodução/Instagram)

O criador da pirâmide financeira Braiscompany, Antônio Neto, se pronunciou pela primeira vez desde que foi condenado pela Justiça. Em prisão domiciliar na Argentina, o foragido publicou um vídeo nas redes sociais negando que a empresa fosse responsável por uma fraude financeira contra os clientes. 

“As investigações apontaram que a empresa oferecia rendimento fixo mensal. Quem era nosso cliente sabe muito bem que a empresa, contratualmente, não oferecia nem 1% de fixo mensal. Amigo, o nosso contrato é público. A empresa não prometia nem 1% fixo. Era variável”, disse.

A Justiça Federal condenou em fevereiro de 2024 Antônio Neto a 88 anos e 7 meses de prisão, e Fabrícia Farias, sua esposa, a 61 anos e 11 meses. A decisão, do juiz da 4ª Vara Federal em Campina Grande, Vinícius Costa Vidor, ainda conta com a condenação de mais oito pessoas ligadas ao caso.

A Braiscompany era uma empresa que prometia retornos fixos aos seus clientes por meio do suposto investimento em criptomoedas. O esquema pedia que a pessoa comprasse valores em Bitcoin e os enviasse para uma wallet da empresa. A estimativa das autoridades brasileiras é que a empresa tenha deixado um prejuízo de R$ 1,1 bilhão a 20 mil vítimas.

Antônio Neto disse que nunca havia se manifestado para preservar sua família, que chegou a ser ameaçada. “Eu parei (de fazer publicações) pela minha família, pelos meus filhos, pela minha esposa, porque diante de tudo o que foi falado, diante de tudo o que foi difundido, e só uma vertente foi falada (…) E eu me mantive em silêncio, acreditando que no momento certo, e continuo acreditando que no momento certo, a verdade virá à tona, como começou a vir”, afirmou.

O golpe da Braiscompany

Em dezembro de 2022, a Braiscompany parou de pagar os clientes. Em fevereiro de 2023, a pirâmide ruiu: o Ministério Público Federal abriu um processo penal contra Antônio e Fabrícia, e a Justiça autorizou pedidos de prisão preventiva que tentaram ser cumpridos na Operação Halving em fevereiro. O casal, no entanto, fugiu.

Em março de 2024, foram presos na Argentina. O casal estava morando junto com seus filhos em um condomínio fechado chamado Haras Santa María na cidade de Escobar, local onde foram presos em uma operação da Interpol.

Fabrícia conseguiu o direito de responder em prisão domiciliar e, posteriormente, o benefício também foi obtido por Antônio. O casal teve um pedido de Habeas Corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Além disso, tiveram uma filha nascida na Argentina neste período que estão no país.

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