Agência de risco rebaixa perspectiva do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú e Bradesco

Perspectiva passou de positiva para estável no BNDES e nos cinco grandes bancos — Itaú, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil e Santander

S&P rebaixa nota de banco brasileiro de investimento e muda perspectiva para negativa
Foto: Shutterstock


A agência de classificação de risco Standard & Poor (S&P) alterou de positiva para estável a perspectiva dos cinco grandes bancos em ação no Brasil — Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander —, além do BNDES e de outras instituições do sistema financeiro nacional.

A redução se deve à pandemia de coronavírus e seus efeitos sobre a economia brasileira, que também passou pelo mesmo rebaixamento pela S&P.

“A ação de rating reflete nossa visão de que o crescimento do PIB brasileiro e o desempenho fiscal do país serão afetados em 2020 em razão da pandemia e dos gastos extraordinários do governo, até que a economia se recupere gradativamente e a consolidação fiscal seja retomada”, diz o relatório.

Ainda de acordo com a agência, as instituições têm grande exposição ao risco do Brasil. “Além disso, muitos dos mesmos fatores que causam estresse no soberano em geral também afetam as instituições financeiras”, comenta.

Há ainda a possibilidade de rebaixamento da perspectiva de cada uma das instituições citadas no relatório, caso também piorem as projeções da S&P para a economia brasileira.

Além do BNDES e dos cinco grandes bancos, também são citados pela S&P no relatório os bancos ABC Brasil, Citibank, Banco do Nordeste, Safra, BV, B3 S.A, China Construction Bank (Brasil) e Haitong Banco de Investimento do Brasil.

Medidas contra o Covid-19

Com o intuito de atenuar os efeitos do coronavírus sobre a economia, o Banco Central anunciou várias medidas nas últimas semanas para assegurar bom nível de liquidez para o SFN e para fazer fluir o canal de crédito.



A ideia é que os bancos tenham recursos prontamente disponíveis em volume suficiente para emprestar e para refinanciar dívidas das pessoas e empresas mais afetadas pela crise.

Segundo o BC, as medidas já anunciadas até aqui têm o potencial de ampliar a liquidez do Sistema Financeiro em R$ 1,2 trilhão, equivalentes a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Dinheiro na mão?

Esses recursos, contudo, não estariam fluindo para seus destinatários na velocidade necessária. A crítica foi feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou no último sábado (4) que o dinheiro estaria “empoçado” no sistema financeiro.

Também no sábado, em uma videoconferência promovida pela XP Investimentos, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que os bancos no Brasil estão “com medo” de conceder crédito.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou em nota que mais de 2 milhões de pedidos de renegociação de dívidas estão sendo processados pelas instituições financeiras. O valor total, segundo a entidade, seria de R$ 200 bilhões.

Sem citar as crítica do ministro e do presidente do BC, a federação diz na mesma nota “que não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior [de 2008]”.


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