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Bitmine compra mais Ethereum e Tom Lee vê início de uma “primavera cripto”

Bitmine ampliou sua reserva para 5,62 milhões de Ethereum, enquanto Tom Lee vê o mercado nos estágios iniciais de uma “primavera cripto”

Tom Lee Fundstrats youtube
Tom Lee, cofundador da Fundstrat e presidente do conselho da BitMine (Reprodução/Fundstrat/YouTube)

A Bitmine Immersion Technologies voltou a ampliar sua tesouraria em Ethereum e agora controla 5,62 milhões de ETH, o equivalente a 4,66% de toda a oferta da segunda maior criptomoeda do mercado. A empresa informou nesta segunda-feira que adicionou 76.881 ETH à sua reserva na última semana, mantendo o ritmo agressivo de compras mesmo após a queda recente do preço do ativo.

Considerando o preço de US$ 1.718 por ETH usado pela companhia, a posição em Ethereum da Bitmine vale aproximadamente US$ 9,66 bilhões. Com isso, a empresa se consolida como a maior detentora corporativa de Ethereum do mundo e a segunda maior tesouraria corporativa de criptoativos, atrás apenas da Strategy, de Michael Saylor, que possui uma posição em Bitcoin avaliada em cerca de US$ 54 bilhões.

A nova compra aproxima a Bitmine de sua meta declarada de controlar 5% da oferta total de Ethereum, chamada pela empresa de “alchemy of 5%”. Segundo a companhia, a reserva atual já representa 93% desse objetivo, considerando uma oferta de aproximadamente 120,7 milhões de ETH.

Tom Lee, presidente da Bitmine e conhecido por suas análises otimistas sobre o mercado cripto, afirmou que a empresa deve atingir a meta de 5% em algum momento de 2026. Para ele, a queda recente do Ethereum não reflete a melhora dos fundamentos da rede.

“Isso não é surpreendente, dado que acreditamos estar nos estágios iniciais da primavera cripto”, afirmou Lee.

A declaração sugere que a Bitmine vê o momento atual como uma fase de acumulação, e não como sinal de deterioração estrutural do Ethereum. Nesta segunda-feira, o ETH era negociado a US$ 1.765, em alta de 5,87% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Mesmo assim, o ativo ainda está 64,3% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.946,05, registrada em agosto de 2025.

Além de comprar ETH, a Bitmine também está usando parte relevante da posição para gerar rendimento via staking. A empresa informou que 4,71 milhões de ETH, mais de 83% de sua reserva total, estão atualmente travados em operações de validação da rede.

Segundo a companhia, essas operações estão gerando rendimento de 2,79% em base de sete dias. A receita anualizada com staking é projetada em cerca de US$ 219 milhões, podendo subir para aproximadamente US$ 269 milhões quando a estrutura MAVAN de validadores da empresa estiver operando em escala.

O staking é o mecanismo pelo qual investidores travam ETH para ajudar na segurança e validação das transações da rede Ethereum. Em troca, recebem recompensas pagas na própria criptomoeda. Para empresas com grandes tesourarias, como a Bitmine, essa estratégia transforma a posição em ETH em uma fonte recorrente de receita, além da exposição à valorização do ativo.

A estratégia diferencia a Bitmine de companhias focadas em Bitcoin, como a Strategy. Enquanto o BTC costuma ser tratado como reserva de valor sem rendimento nativo, o Ethereum permite que grandes detentores obtenham retorno adicional por meio do staking. Essa diferença tem sido usada por empresas pró-ETH para defender a tese de que o ativo pode funcionar não apenas como reserva estratégica, mas também como infraestrutura produtiva.

Além do Ethereum, a Bitmine informou possuir 204 bitcoins, uma participação de US$ 180 milhões na Beast Industries, uma fatia de US$ 88 milhões na Eightco Holdings e US$ 502 milhões em caixa e títulos negociáveis.

A nova compra reforça a tendência de empresas listadas adotarem criptoativos como parte central de suas tesourarias. No caso da Bitmine, porém, o tamanho da posição em Ethereum coloca a companhia em uma categoria própria: ela já não é apenas uma empresa com exposição a cripto, mas uma das principais detentoras institucionais de ETH do mundo.

Para Tom Lee, a aposta é que o mercado esteja apenas no começo de uma nova fase positiva. Para investidores, a questão será saber se a “primavera cripto” defendida pelo executivo virá antes de a volatilidade do Ethereum testar novamente a convicção das empresas que escolheram transformar suas tesourarias em grandes posições onchain.

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