Buscar no site

Nova proposta do Bitcoin quer congelar carteiras vulneráveis à computação quântica

Proposta sugere proibir envio de fundos para endereços de Bitcoin vulneráveis, o que tende a acelerar a migração para alternativas seguras

bitcoin
Foto: Shutterstock

Desenvolvedores e pesquisadores do ecossistema Bitcoin apresentaram o BIP-361, uma proposta que sugere restringir gradualmente o uso de endereços considerados vulneráveis a ataques de computação quântica. O foco está principalmente em endereços antigos, como os do tipo P2PK, que já expuseram suas chaves públicas na blockchain.

A preocupação central é que avanços na computação quântica possam permitir, no futuro, a derivação de chaves privadas a partir desses dados públicos, possibilitando o acesso não autorizado a fundos.

A proposta prevê uma transição em etapas, condicionada à adoção de novos formatos de endereços resistentes à computação quântica. Em um primeiro momento, seria proibido o envio de novos fundos para endereços vulneráveis, o que tende a acelerar a migração para alternativas mais seguras.

Em seguida, em uma data previamente definida, transações baseadas nos atuais padrões de assinatura, como ECDSA e Schnorr, deixariam de ser válidas, o que na prática impediria a movimentação de recursos mantidos nesses formatos antigos.

Por fim, uma etapa posterior, ainda em estudo, iria consistir na recuperação desses fundos por meio de mecanismos criptográficos associados a frases-semente.

Cronograma de atualizações

Os autores do BIP-361 argumentam que o modelo criptográfico atual do Bitcoin não foi projetado para enfrentar ameaças oriundas da computação quântica.

Estimativas citadas no documento indicam que computadores capazes de comprometer sistemas criptográficos amplamente utilizados podem surgir entre 2027 e 2030. Ao mesmo tempo, avanços em algoritmos vêm reduzindo os requisitos teóricos para esse tipo de ataque.

Segundo os proponentes, mais de 34% dos bitcoins já tiveram suas chaves públicas expostas na rede, o que ampliaria a superfície de risco.

O texto também aponta que um eventual ataque poderia não ser imediatamente perceptível, já que agentes maliciosos poderiam obter chaves privadas e postergar a movimentação dos fundos.

Diante disso, a proposta busca criar um cronograma claro que incentive a atualização por parte de usuários, empresas e demais participantes da rede. A expectativa é que a definição de prazos reduza a inércia histórica na adoção de mudanças no protocolo.

Entre os efeitos possíveis estão a necessidade de atualização de carteiras, exchanges e serviços de custódia, além de impactos sobre a oferta circulante de Bitcoin, caso parte dos usuários não migre seus recursos a tempo. A proposta também se diferencia de outras abordagens discutidas na comunidade, que admitem cenários em que fundos vulneráveis poderiam ser recuperados ou apropriados por terceiros.

O BIP-361 ainda está em fase de discussão e depende de adesão ampla da rede para eventual implementação. Como em outras mudanças no protocolo do Bitcoin, o processo tende a envolver debate técnico e coordenação entre diferentes grupos do ecossistema.

Liquidez sem vender as suas criptos: se você investe pensando no longo prazo, sabe que desmontar posição tem custo. Com o CriptoCrédito do MB, suas criptos viram garantia para um empréstimo liberado de forma rápida. Dinheiro em até 5 minutos, sem burocracia, direto no app! Conheça agora!