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O que Satoshi Nakamoto falou sobre o risco da computação quântica ao Bitcoin

Criador do Bitcoin ressaltou que se a evolução tecnológica ocorrer gradualmente, poderá ser feita uma transição para criptografias mais fortes

estatua de satoshi nakamoto - criador do bitcoin
Estátua em homenagem a Satoshi Nakamoto localizada em Budapeste, na Hungria (Foto: Shutterstock)

Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, tinha em seu campo de preocupações os riscos que a computação quântica representa para a rede de blockchain, endereços criptografados e mineradores validando transações.  O principal receio do visionário desenvolvedor era que a tecnologia avançasse muito rápido. 

No dia 10 de julho de 2010, Satoshi respondeu em um fórum uma pergunta sobre a possibilidade das assinaturas que envolvem as transações serem comprometidas com a força de computadores quânticos. “Verdade, se isso acontecesse de repente”, disse, concordando que toda a cadeia de blocos seria comprometida

Mas o criador do BTC ressaltou que se a evolução tecnológica ocorrer gradualmente, poderá ser feita uma transição para criptografias mais fortes

Leia também: 3 dicas práticas para proteger seu Bitcoin da ameaça quântica

“Quando você executar o software atualizado pela primeira vez, ele irá reassinar todo o seu dinheiro com o novo algoritmo de assinatura mais forte (criando uma transação enviando o dinheiro para você mesmo com a assinatura mais forte)”, sugeriu Satoshi. 

Ao falar em “assinaturas”, Satoshi Nakamoto se referia às assinaturas digitais criptográficas usadas em cada transação do Bitcoin. Elas são geradas a partir da chave privada do usuário e servem para provar, matematicamente, que o dono dos fundos autorizou a movimentação, sem revelar sua identidade. 

Esse mecanismo é a base da segurança da rede, pois impede fraudes e gastos indevidos, e é justamente esse tipo de assinatura que poderia ser vulnerável caso avanços como a computação quântica conseguissem quebrar os algoritmos criptográficos atuais.

Veja fala de Satoshi Nakamoto no fórum:

Computação quântica se aproxima

A preocupação com a computação quântica aumentou após o Google Research revelar nesta semana que os recursos necessários para quebrar a criptografia de curva elíptica de 256 bits — base de proteção usada em blockchains e carteiras — caíram de forma relevante em suas estimativas mais recentes.

Segundo o Google, um computador quântico “criptograficamente relevante” poderia executar esse ataque com menos de 500 mil qubits físicos em poucos minutos, uma redução de cerca de 20 vezes em relação a estimativas anteriores.

Isso não significa que o Bitcoin esteja prestes a ser quebrado amanhã. O próprio Google afirma que esse tipo de máquina ainda não existe e que o tempo restante antes da chegada de um computador quântico com esse poder ainda é, em tese, maior do que o necessário para migrar sistemas vulneráveis para criptografia pós-quântica.

Mesmo assim, a empresa diz que essa margem de segurança está ficando “cada vez mais estreita” e pede que comunidades vulneráveis, incluindo as de criptomoedas, iniciem a transição “sem demora”.

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