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Bitcoin hoje: BTC cai para US$ 66 mil e caminha para 6º mês seguido de queda

Bitcoin recua quase 2% hoje e luta para evitar igualar o recorde de pior sequência de quedas mensais de sua história, ocorrida em 2018

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Foto: Shutterstock

O Bitcoin volta a cair nesta terça-feira (31) para a casa de US$ 66 mil, caminhando para chegar ao seu sexto mês seguido de perdas, igualando um recorde ocorrido entre agosto de 2018 e janeiro de 2019 como mais longa sequência de quedas mensais da história.

Neste cenário, o Bitcoin opera com queda de 1,6%, cotado a US$ 66.268. Em reais, o BTC é negociado a R$ 347.300, segundo dados do Portal do Bitcoin. O resto do mercado acompanha o dia negativo, com o Ethereum caindo 1,5%, cotado a US$ 2.022, ao passo que a Solana recua 4% e o XRP tem queda de 2,9%.

Investidores seguem reagindo às tensões no Oriente Médio, com o petróleo subindo para o nível de US$ 104, assim como o ouro e prata também avançam. O choque energético tem elevado os temores de inflação global e desaceleração econômica, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram e o dólar se fortaleceu como principal ativo de proteção. Ambiente perfeito contra os ativos de risco como criptomoedas.

Ainda assim, o dia é ligeiramente positivo para as ações nos EUA após uma reportagem do Wall Street Journal afirmar que o presidente Donald Trump teria dito a seus assessores que estava disposto a encerrar os ataques no Oriente Médio, mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse praticamente fechado.

A informação chegou a fazer o Bitcoin subir durante a madrugada, mas o otimismo foi embora depois que autoridades israelenses disseram estar preparadas para “continuar operando pelas próximas semanas”. Mesmo assim, os futuros dos índices americanos seguem em alta.

Além disso, o presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, trouxe algum alívio aos investidores, afirmando na segunda-feira que considera a atual perspectiva de inflação sob controle e que não há necessidade, neste momento, de aumentos nas taxas de juros.

Pesa ainda no mercado o fechamento de trimestre, que costuma ter investidores e fundos ajustando suas posições, aumentando a volatilidade. Com o Bitcoin acumulando, neste momento, queda de 0,4% em março, será uma decisão bem apertada se a criptomoeda chegará ao sexto mês seguido negativo ou conseguirá quebrar a sequência.

Investidores no negativo

Um relatório da CEX.IO divulgado ontem mostrou que quase metade de todo o Bitcoin em circulação hoje está valendo menos do que no momento em que foi comprado, ou seja, cerca de metade dos investidores está com perda acumulada.

A plataforma afirma que seu Bitcoin Impact Index, indicador que mede o nível de estresse financeiro no mercado com base em dados on-chain, fluxo de ETFs, derivativos e liquidez, subiu 13 pontos na semana passada, para 57,4, entrando na chamada zona de “alto impacto”.

Segundo o relatório, esse patamar historicamente esteve associado a momentos de venda ampla no mercado, como os vistos em 2018, 2022 e no começo deste ano. A leitura da CEX.IO é que o estresse voltou a se espalhar por diferentes grupos de investidores, inclusive aqueles que costumam ser mais resilientes em ciclos de baixa.

O dado mais chamativo é que 47% da oferta total de Bitcoin está atualmente “underwater”, isto é, com preço abaixo do custo de aquisição. O relatório também afirma que mais de 4,6 milhões de BTC pertencentes a investidores de longo prazo — carteiras que carregam moedas há mais de seis meses — passaram a ficar no prejuízo, o equivalente a cerca de 30% dos saldos desse grupo. As perdas realizadas por esses investidores na semana passada foram as piores desde 2023.

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