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Token do controverso PI Network dispara 30% após listagem na Kraken

Listagem impulsiona o token do projeto Pi Network, que já enfrentou acusações de fraude e críticas sobre seu modelo de crescimento

Imagem da matéria: Token do controverso PI Network dispara 30% após listagem na Kraken
Foto: Shutterstock

O token PI, do controverso projeto cripto PI Network, disparou cerca de 30% na noite de ontem, indo de US$ 0,2555 a US$ 0,2969, após a exchange Kraken anunciar que passará a listar o ativo. Após uma correção nesta manhã de sexta, o PI é cotado em US$ 0,2775, ainda em alta de 8,7% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko.

A Pi Network é um projeto de criptomoeda voltado para dispositivos móveis que substitui o modelo tradicional de mineração de prova de trabalho por um sistema baseado em um “esquema de confiança”. Nesse modelo, os usuários precisam apenas abrir diariamente o aplicativo do projeto para “minerar” tokens e formar círculos de segurança com outros participantes verificados.

O sistema de consenso da rede deriva do protocolo utilizado pela blockchain Stellar, no qual identidades verificadas ajudam a sustentar o funcionamento da rede.

Após anos operando em um ecossistema fechado, a Pi Network lançou sua rede principal externa em fevereiro de 2025. Na ocasião, o projeto afirmou ter aproximadamente 19 milhões de usuários com verificação KYC e cerca de 10 milhões de contas já migradas para sua blockchain.

Além da nova listagem na Kraken, o token também já é negociado em outras corretoras de criptomoedas, como OKX, Gate.io e Bitget, além de algumas plataformas menores.

Apesar do avanço recente no mercado, o projeto continua cercado por críticas. Conforme apurou o CoinDesk, em fevereiro de 2025, o CEO da Bybit, Ben Zhou, recusou-se publicamente a listar o token e classificou o projeto como uma fraude.

Ele citou um alerta publicado em 2023 pela polícia chinesa, que alegava que a plataforma teria como alvo usuários idosos, coletando informações pessoais e levando algumas vítimas a perder economias destinadas à aposentadoria.

As suspeitas em torno do PI Network

Uma campanha do aplicativo do projeto há cerca de quatro anos foi comparada a estratégias de marketing multinível e até a esquemas de pirâmide financeira. A criptomoeda foi lançada no final de 2019 por egressos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com a promessa de oferecer uma fonte de renda extra para usuários comuns.

Na época, para supostamente ganhar dinheiro com a criptomoeda, bastava baixar o aplicativo e realizar um cadastro. Em seguida, os usuários precisavam acessá-lo a cada 24 horas para fazer check-in e continuar acumulando tokens.

O modelo também incentivava que participantes convidassem novos usuários para a plataforma, com a promessa de recompensas futuras — uma característica que acabou alimentando as críticas e comparações com estruturas de marketing multinível.

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