O Bitcoin voltar a ficar bastante volátil nesta segunda-feira (9) acompanhando a movimentação dos mercados ao redor do mundo com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que levou o petróleo a disparar desde a noite de domingo e superar a marca de US$ 100, o que derruba as bolsas nesta manhã.
Apesar disso, o Bitcoin, que chegou a cair durante a noite, opera agora com leve alta de 0,2%, cotado a US$ 67.967. Em reais, o BTC é negociado a R$ 358.851, segundo dados do Portal do Bitcoin. Enquanto isso, as maiores altcoins do mercado têm ganhos mais expressivos: o Ethereum sobe 2% e volta a superar US$ 2 mil, BNB avança 1,1% e Solana tem alta de 1%.
No exterior, o petróleo WTI dispara 11%, chegando a US$ 100,64, ao passo que o brent sobe 11,8%, a US$ 103,62. Os futuros dos índices de ações dos EUA recuam todos mais de 1%, enquanto as bolsas na Ásia chegaram a cair mais de 5%. Na Europa, as perdas estão entre 1% e 2%.
Apesar do pânico, o Bitcoin e criptomoedas estão conseguindo não sofrer tanto com as notícias por diversos fatores. Entre eles está sua ligação com Wall Street e o fato de que os EUA estão exportadores líquidos de petróleo e as empresas não serem tão dependentes do petróleo do Oriente Médio. Com isso, tanto as bolsas americanas quanto o Bitcoin conseguem reduzir as tensões nos preços neste momento.
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“Os Estados Unidos não estão significativamente expostos ao petróleo do Irã ou, de forma mais ampla, do Oriente Médio”, afirmaram Kriti Gupta, diretora executiva, e Justin Beimann, estrategista global de investimentos do do JPMorgan, em um comunicado aos clientes na sexta-feira, segundo o CoinDesk.
Eles explicaram que os EUA importam petróleo principalmente do Canadá e do México, e apenas 4% da Arábia Saudita, e que agora são o maior exportador líquido de petróleo do mundo. Isso significa que os EUA estão em grande parte protegidos de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto a China e outros países asiáticos, como Índia e Coreia do Sul, são os mais afetados.
Além disso, o Bitcoin já havia caído muito antes do início do conflito no oriente, chegando a encostar em US$ 60 mil. Isso provavelmente eliminou quem apostava na queda (shorts), deixando uma base relativamente estável para a criptomoeda, que agora consegue seguir melhor seus fundamentos.
Inflação preocupa
O grande ponto da disparada do petróleo é que ela pode gerar inflação. E pior, essa inflação pode atingir os consumidores americanos com atraso, mesmo que os EUA sejam em grande parte autossuficientes em energia.
“Isso não significa que os americanos estejam imunes a preços mais altos da gasolina”, observaram os estrategistas do JPMorgan. “Os preços do petróleo ainda estão sujeitos à dinâmica da oferta global. Mas a independência energética significa que há um atraso antes que os aumentos de preços se reflitam nos postos de gasolina, tornando mais fácil suportar a volatilidade de curto prazo.”
Em outras palavras, um conflito prolongado ou uma alta sustentada do preço do petróleo poderia eventualmente se refletir nos preços para o consumidor. Caso isso ocorra, a tendência é de um adiamento do corte de juros nos EUA, reduzindo a liquidez e pressionando ativos de risco como as criptomoedas.
Ainda assim, por enquanto, o mercado americano e o Bitcoin parecem estar superando o choque inicial relativamente ilesos.
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