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Polícia derruba pirâmide financeira com criptomoedas que garantia lucros de 10% ao mês

Investigação aponta esquema de pirâmide que teria causado prejuízos de cerca de R$ 500 mil a investidores em Indaiatuba (SP)

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Shutterstock

A Polícia Civil de São Paulo (PCSP), por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC/SECCOLD) de Piracicaba (SP), cumpriu na quinta-feira (5) mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas chamado Nextcapital em Indaiatuba, no interior paulista. A ação foi batizada de Operação Mago Simão.

Segundo as investigações, o principal alvo se apresentava como especialista no mercado financeiro, professor e instrutor de day trade para captar investidores por meio da empresa Nextcapital. Ele prometia rendimentos de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com o mercado financeiro.

Por meio do esquema, os investigados deixaram prejuízos de ao menos R$ 420 mil a 14 vítimas, embora o investigado tenha admitido uma dívida de cerca de R$ 510 mil com 42 clientes.

De acordo com a polícia, as vítimas recebiam relatórios em PDF com supostos lucros mensais para dar aparência de legitimidade ao negócio. Além disso, alguns investidores eram incentivados a indicar novos clientes em troca de comissões de 5%, prática considerada típica de esquemas de pirâmide financeira ou modelo Ponzi.

As apurações indicam que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar com investimentos ou custódia de valores. O site da companhia também divulgava endereços em locais que não existiam, incluindo um suposto escritório na Avenida Paulista e outro em Indaiatuba.

Segundo reportagem da RFTV, em um dos endereços funcionava um escritório de psicologia e outro de odontologia.

Enquanto investidores relatavam dificuldades para sacar o dinheiro aplicado, os investigados exibiam sinais de ostentação, como viagens e veículos de luxo, descreve uma publicação da Band. Segundo a polícia, alguns bens teriam sido registrados em nome de terceiros para ocultação patrimonial.

Durante as buscas na residência do suspeito, foram apreendidos celulares, iPhones, cartões bancários, máquinas de cartão, documentos e agendas, que serão periciados.

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