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Polícia apreende 384 máquinas de mineração de Bitcoin que roubavam energia

Segundo autoridades do DF, as máquinas de mineração que operavam ininterruptamente podem ter dado um prejuízo de R$ 5 milhões

Mao com luva grossa tocando em fio de caixa de eletricidade
Shutterstock

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou na terça-feira (24), uma operação de mineração de criptomoedas cujas máquinas operavam com desvio de eletricidade. Segundo informações do G1, 384 mineradoras foram apreendidas durante a operação.

A ação ocorreu em na região administrativa de São Sebastião, que fica a cerca de 20 km de Brasília, e contou com apoio da distribuidora de energia Neoenergia Brasília. Três estruturas ilegais de mineração foram desativadas por estarem conectadas de forma irregular à rede elétrica, sem medição de consumo, destacou a publicação.

De acordo com as autoridades, o esquema de mineração ilegal de criptomoedas pode ter causado um prejuízo superior a R$ 5 milhões em energia desviada. O consumo irregular era tão elevado que equivalia ao abastecimento mensal de cerca de 34 mil residências.

As máquinas funcionavam 24 horas por dia, exigindo alta carga elétrica e infraestrutura adequada — o que não era respeitado pelos operadores clandestinos. Além do impacto financeiro, a atividade provocava instabilidade no fornecimento de energia, afetando moradores, comércios e produtores rurais da região.

(Divulgação: PCDF)

Vale lembrar que a atividade de mineração de criptomoedas não é proibida no Brasil. O que está sob investigação é um suposto roubo de energia elétrica.

Leia também: O que é mineração de Bitcoin e como ela funciona

Segundo o G1, durante a operação, os estabelecimentos foram interditados, e os responsáveis detidos e encaminhados à delegacia. A PCDF investiga possíveis crimes associados à atividade, incluindo furto de energia.

Por sua vez, a Neoenergia afirmou que ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, representam risco à população e podem causar sobrecarga na rede elétrica, danos a equipamentos e interrupções no serviço.

A ofensiva faz parte da segunda fase da Operação CriptoGato. Na etapa anterior, realizada em janeiro, duas mineradoras ilegais já haviam sido desativadas, com prejuízo estimado em R$ 400 mil e consumo equivalente ao de cerca de 3 mil residências por mês.

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