Em 2025, resultados regulatórios favoráveis ajudaram a turbinar uma eufórica corrida de alta das criptomoedas — mas essa sequência quente desde então perdeu força. Agora, muitos traders estão se perguntando: foi só isso? Já voltamos para outro mercado de baixa do Bitcoin?
Embora analistas financeiros tenham visões um pouco divergentes sobre o rumo que o próximo ano deve tomar, a maioria concorda que a resposta a essa pergunta urgente é um sonoro não.
“Não vemos um inverno cripto no horizonte, de forma alguma”, disse à Decrypt Zach Pandl, chefe de pesquisa da Grayscale, sobre a perspectiva da empresa para 2026.
Pandl prevê, ao contrário, que o Bitcoin provavelmente quebrará mais um recorde histórico de preço no primeiro semestre do ano. O token atingiu seu mais recente recorde histórico de US$ 126.000 no início de outubro, mas desde então recuou significativamente.
Greg Magadini, diretor de derivativos da Amberdata, concorda que 2026 não vai se transformar em um mercado de baixa cripto — mas também vê o ano de forma um pouco menos tranquila. Ele antecipa que 2026 será uma “mistura volátil” de movimentos intensos para Bitcoin e Ethereum em ambas as direções.
“Acho que 2026 vai ser assustador no começo para quem está comprado em cripto e depois ótimo no final para quem está comprado em cripto”, disse Magadini à Decrypt.
O analista prevê que o Bitcoin provavelmente cairá abaixo de US$ 67.000 nos primeiros meses do ano, antes de finalmente subir para um novo recorde histórico, possivelmente entre US$ 150.000 e US$ 200.000.
Fatores para impulsionar o mercado
A diferença de visão entre os analistas se resume ao que eles acreditam estar impulsionando a atual corrida de alta das criptomoedas. Magadini, por exemplo, acha que os preços das criptos agora estão firmemente ligados ao sentimento macroeconômico, que ele espera que enfraqueça devido a um aperto de crédito no primeiro terço de 2026, antes de se recuperar após os bancos centrais responderem ao desafio.
“Tudo o que é específico de cripto já está precificado, e foi tão bom quanto poderia ser”, disse Magadini.
Zach Pandl, da Grayscale, discorda. Ele sustenta que a resistência do mercado de alta cripto será determinada por duas tendências internas do setor: a demanda por reservas alternativas de valor e novos movimentos regulatórios que acelerem a integração das criptomoedas com a economia tradicional.
É essa perspectiva que leva Pandl a prever que o Bitcoin — em uma liga própria como reserva alternativa de valor — está bem posicionado para um 2026 forte. Mas as altcoins, e o Ethereum em menor grau, dependem muito mais da narrativa regulatória, disse ele — que no próximo ano dependerá da aprovação de um projeto de lei sobre a estrutura do mercado cripto nos Estados Unidos.
Caso esse projeto não seja aprovado — como exploramos em uma edição anterior desta série — então as altcoins, e possivelmente o Ethereum, poderão ter um ano mais difícil do que o Bitcoin, segundo Pandl.
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