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3 criptomoedas para ficar de olho enquanto o Bitcoin está travado abaixo de US$ 75 mil

Bitcoin segue sem conseguir subir mais, mas outras criptomoedas estão ganhando força, com destaque para XRP, Dogecoin e Plasma

Imagem da matéria: 3 criptomoedas para ficar de olho enquanto o Bitcoin está travado abaixo de US$ 75 mil
Foto: Shutterstock

Enquanto o Bitcoin luta para conseguir superar a marca de US$ 75 mil, outras criptomoedas estão chamando atenção do mercado com desempenhos positivos não só nesta quinta-feira (16), mas nos últimos dias. O XRP, Plasma e Dogecoin estão com valorizações acima da média nesta semana e têm mantido os investidores de atentos.

A maior dessas altcoins é o XRP, token focado em pagamentos da Ripple, que nesta quinta sobe cerca de 4%, com ganhos acumulados de 7% em uma semana. Já a rede focada em stablecoins Plasma avança 6% hoje, batendo 16% tem valorização em uma semana, enquanto a Dogecoin sobe 4,1% em 24 horas e cerca de 6,5% na semana.

Como comparação, o Bitcoin sobe menos de 1% nesta quinta, acumulando ganhos de pouco mais de 5% na semana.

Entradas institucionais em XRP

Ontem os ETFs à vista de XRP registraram mais de US$ 17 milhões em entradas, o maior valor desde 2 de fevereiro, de acordo com a SoSoValue. Embora esse valor seja menor do que os fluxos observados nos ETFs de Bitcoin, ele indica uma retomada na demanda por XRP após um longo período de atividade moderada, marcado por pouca ou nenhuma adesão.

As notícias envolvendo a empresa também têm sido animadoras. A Ripple fez uma parceria com a Kyobo Life Insurance para fazer o piloto do primeiro sistema de liquidação de títulos tokenizados em tempo real em blockchain do governo da Coreia do Sul.

Leia também: XRP pode estar menos exposto à ameaça quântica do que o Bitcoin

Além disso, o mercado de derivativos de XRP está apresentando sinais otimistas, com o interesse em aberto aumentando juntamente com taxas de financiamento positivas e variação de volume acumulado. O interesse aberto saltou para 1,89 bilhão de XRP, um nível visto pela última vez no final de março, segundo dados da Coinglass.

Plasma e a Lei Clarity

Outra cripto que está se destacando, mas que é muito menor em tamanho é a da blockchain de primeira camada focada em stablecoins Plasma, que emergiu como a sétima maior blockchain do mundo em valor total bloqueado (TVL), uma medida do valor em dólares dos ativos na rede.

Nesta manhã, o TVL era de US$ 2 bilhões, um aumento de 27% na última semana e de mais de 80% nos últimos 30 dias, de acordo com a plataforma DeFiLlama. E apesar de não haver uma explicação muito clara ainda para esse crescimento, um dos motivos está no avanço da Lei Clarity nos Estados Unidos.

Na quarta, o JPMorgan afirmou em nota a clientes que as discussões entre legisladores e reguladores sugerem que a legislação está perto de ser concluída, com poucas questões ainda pendentes de acordo, com um funcionário falando em apenas 2 ou 3 pontos em aberto.

A Lei Clarity é um projeto de lei para definir como os ativos digitais são regulamentados nos EUA, incluindo a divisão da supervisão entre agências como a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Ela também aborda como as stablecoins e as plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) devem ser tratadas pelas regras financeiras existentes.

Com isso, projeto como a Plasma podem desbloquear ainda mais valor conforme participantes do mercado se sentem mais à vontade com as regras definidas para criptos.

Leia mais: Plasma capta R$ 2 bilhões em vendas de seu novo token XPL; conheça o projeto

Além disso, a Plasma está no seleto grupo de redes, juntamente com Ethereum e Arbitrum, escolhidas para dar suporte à nova carteira de autocustódia da Tether, a Tether Wallet, anunciada no início desta semana.

Sinais técnicos na Dogecoin

Por fim, temos a memecoin Dogecoin. Análise técnica usando as chamadas Bandas de Bollinger, um indicador de volatilidade composto por uma média móvel e duas bandas laterais baseadas em desvio padrão, estão atualmente em seu nível mais estreito desde fevereiro de 2024. Isso costuma sinalizar um período de baixa volatilidade que provavelmente terminará com oscilações significativas de preço.

Na sexta-feira passada, ETFs de Dogecoin registraram entradas de US$ 1,34 milhões, marcando a maior entrada de capital desde que foram lançados e retomando um ritmo após 18 dias seguidos praticamente sem nenhum fluxo líquido.

Apesar disso tudo, a atividade on-chain em Doge permanece contida, com o número de endereços ativos diários em tendência de queda. Isso sugere que o movimento está sendo impulsionado mais por derivativos e posicionamentos de curto prazo do que pela demanda orgânica da rede.

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